crónicas da xávega (45)


o arribar da rede

cala, calão e manga - sequência do aparelho

cala, calão e manga – sequência do aparelho

a rede começa no calão: o stalone, rapaz alto, robusto e de muito músculo (vê-se na foto), agarra-o mantém-o rente ao chão

a seguir, o horácio, já amarrou à manga, o cabo de corda que servirá para que o calão passe ao lado do alador, para não se quebrar nem parar o alar

ao fundo, o alfredo, ampara a manga com o bordão, impedindo que as correntes de norte a arrastem.

stalone, horácio e alfredo - sequência dos camaradas

stalone, horácio e alfredo – sequência dos camaradas

(torreira; companha do marco; 2013)

os moliceiros têm vela (45)


ora batatas

vai haver vento

vai haver vento

cultivam as palavras
como se agricultura diversa
no engano de ser verde
a esperança gerada

falam bem dizem muito
calam quase tudo
vencem pelo que não dizem
não prometem
logo não é cumprir é normal

servem-se do medo como arma
do hábito
nascem vitórias como repolhos

ora batatas para tais palavras

houvesse vento em terra ...

houvesse vento em terra …

(murtosa; regata do bico; 2010)