fechada a porta
da ti luísa.
o silêncio onde eu
sempre a encontrava
da calada o apelido
nortada para poucos
frente ao mar
não não estou só
verdade ti luísa
amanhã volto
enquanto aqui estiver
volto volto
torreira; regata de bateiras à vela; s. paio; 2013
na leira das palavras
esgotou-se a terra
cansada seca
entre ser e dizer
um deserto mal
povoado
fraca a seara onde suor
tanto
aos pardais
as sementes satisfazem
pouco é muito
torreira; regata de bateiras à vela; s. paio; 2013
à porta dos dias de joelhos
mendigar palavras
outro que não eu
dei a palavra e honrei-a
essa preço nunca teve
nunca terá
as outras valem o que vale
quem as diz ou sonega
rapa tira põe e deixa
muito pouco nada
era criança e brincava