sonhei iluminar a noite voar no mar nadar nas nuvens
pancada de mar
crónicas da xávega (513)
crónicas da xávega (362)
memória_31052010
a memória dos dias

praia de mira; 2010
assim se vêem os homens
é a primeira deste ano.
dia de mar de vaga alta e de risco para quem ao mar se faz.

praia de mira; 2010
crónicas da xávega (343)
o poema

(torreira; 2010)
colhe de madrugada
as mais límpidas palavras
orvalhadas de sonho
no côncavo das mãos
sente-as crescer
sente-as
depois ergue os braços
entrega-as
à brisa da manhã
não importa se as conheces
sequer se as amas
liberta-as
serão elas o poema
que nunca escreveste
crónicas da xávega (339)
da incerteza

torreira; 2013
ser a incerteza de ainda
por aqui a varrer mar
galgar ondas ir mais além
estarmos vivos
que certa é a morte
e nada mais

torreira; 2013
crónicas da xávega (329)
visão

torreira; 2016
hoje coisa rara
tive uma visão
num fragmento de tempo
vi como se pregava um botão
depois
tudo foi fácil

torreira; 2016
crónicas da xávega (326)
(porque o zé mário foi ter com o maia gomes)

era o tempo de
era o tempo de
sentavas-te ao piano
e dizias
vamos fazer uma canção
para o zé mário branco
era o tempo de
tu estares vivo
o zé mário também
e todos sonharmos
como se chovesse
ao contrário
os amigos vão-se
foi o tempo de
(torreira; 2016)
crónicas da xávega (320)
tudo

torreira; pancada de mar; 2010
tudo o que queria escrever
silenciou
não podia ouver o que sentia
crónicas da xávega (302)
ser agora

bota!!!!!!!!!!!!!!!!
o tempo enruga-se
por entre
amigos já dormem
sussurro da memória
urgente ser tudo já
o tempo enruga-se
não me adio sou agora
(torreira; 2016)


