
rosabela afonso e maria joão fialho gouveia

rosabela afonso e maria joão fialho gouveia

beto com sophia (molde em gesso da autoria de francisco simões)

beto com sophia (molde em gesso da autoria de francisco simões)

walmir chagas e geraldo maia em palco
vieram do recife, trouxeram com eles histórias de vida e da sua cultura.
juntamente com adalberto cavalcanti constituem a formação base da banda “beto do bandolim”, até junho por portugal.
senti que tinham muito para contar, senti que não os podia deixar partir sem recolher a memória que transportavam. senti e pedi. a resposta foi imediata, onde e quando?
e foi assim, com a cedência do magnífico espaço da livraria miguel carvalho, na figueira da foz, que se registou este abraço.
nada foi preparado ou ensaiado, simplesmente, como sucede na vida, aconteceu. dia 20 de março 2019, começou mais uma primavera. foi uma tarde linda.
obrigado walmir e geraldo, onde quer que estejam.
o abraço atlântico aconteceu de verdade

walmir chagas e geraldo maia em palco
dele fica o registo




o mestre a trabalhar com serra tradiconal


em julho de 2018, no estaleiro do mestre arménio de almeida, sobrinho do mestre henrique lavoura, registei um breve apontamento sobre a vida de um dos últimos mestres construtores navais, de escola tradicional, ainda em laboração.
em pardilhó, na ribeira da aldeia, falámos desta coisa que é a construção naval tradicional na ria de aveiro, barcos de mar, moliceiros, mercantéis, bateiras, ferramentas e métodos de trabalho
as ferramentas, moldes e paus de pontos, exibidos nesta conversa, saliento a “plaina curva” usada nas cavernas.
do registo para que não se esqueça, ficam as imagens possíveis
no dia 5 de fevereiro de 2019, paulo archer de carvalho apresentou na biblioteca municipal da figueira da foz a obra “Sílvio Lima”
do evento fica o registo para memória futura
Paulo Archer de Carvalho (n. 1957) é doutor e post doutorado em Letras (História da Cultura Contemporânea), mestre em História Contemporânea; foi investigador do CEIS20-UC (2010-2018), bolseiro pela FCT (2008-2016), antigo professor de Cultura Portuguesa, Cultura Clássica, Estética e História Contemporânea no ensino politécnico (1998-2007) e professor do ensino secundário (1986-1998). Objectiva a sua investigação nas áreas da história intelectual e dos intelectuais, com particular incidência no período 1890-1974, tendo publicado livros, capítulos, artigos e ensaios.
Colaborou no Dicionário dos Historiadores Portugueses e no Dicionário da I República e do Republicanismo e desenvolveu o projecto
Sobre o livro “Silvio Lima” , obra em dois volumes, refira-se a caracterização da edição e um sumário breve de conteúdo.
Obra
* vol. I – “Um místico da razão crítica”
* vol. II – “Da incondicionalidade do amor intellectualis”
(Edição da Palimage, 2018, com o apoio da Fundação Eng. António de Almeida)
Sumário breve
Desenvolvendo um estudo de fundo sobre a obra do psicólogo, filósofo e ensaísta Sílvio Lima (1904 -1993) e sobre o ambiente de repressão intelectual e de repressão filosófica que se instalou na longa conjuntura da ditadura corporativa, procura-se a novidade e legibilidade das inúmeras expressões de um pensamento original, criativo e crítico no campo do racionalismo e sobretudo, os veios de uma coerência muito forte que arrastaram Sílvio Lima para uma espécie de «exílio interno» e de esquecimento que, dir-se-ia, se pretendia irreparável.
Corresponde à versão impressa da homónima tese de doutoramento defendida em 2010 na UC.
(agradeço ao autor o original do texto supra, com pequenas alterações de disposição da minha responsabilidade)

para a minha geração, e não só, joão gaspar simões foi a mão que nos levou até fernando pessoa.
este é o momento de antónio pedro pita nos levar a conhecer um pouco do pensamento e do ser de joão gaspar simões
biografias
joão gaspar simões
João Gaspar Simões nasceu a 25 de Fevereiro de 1903, em São Julião, Figueira da Foz, distrito de Coimbra.
Filho de João Simões, grande comerciante da Figueira da Foz, e de Constança Neto Gaspar, doméstica, foi baptizado a 18 de julho de 1903.[1] Fez a instrução básica na sua terra natal, a Figueira da Foz e a partir dos 11 anos frequentou como interno o Colégio Lyceu Figueirense (1914), terminando o ensino liceal em Coimbra, no Liceu José Falcão.
Em 1921 matriculou-se na Faculdade de Direito de Coimbra mas interrompeu por diversas vezes o curso, que só concluiu no ano de 1932.[carece de fontes] Nunca exerceu profissão na área jurídica, mas tinha o sonho de ser diplomata.[2]
Durante os seus anos de estudo fundou algumas revistas literárias de grande importância para a cultura portuguesa: de 1924 a 1925 a revista Tríptico, com Branquinho da Fonseca (seu condiscípulo dos tempos do liceu) e Vitorino Nemésio, entre outros; nos seus 9 números colaboraram também Aquilino Ribeiro, José Régio, Alberto de Serpa, Raul Brandão e Teixeira de Pascoaes; e de 1927 a 1940 foi um dos fundadores[2] e dirigiu até ao seu último número (56) a revista Presença, em parceria com José Régio, Adolfo Casais Monteiro e Branquinho da Fonseca, que estaria na origem do movimento literário do mesmo nome, também chamado Segundo Modernismo, que viria a ter enorme influência na literatura portuguesa. Foram colaboradores doutrinários do “presencismo”, entre outros, Delfim Santos, Alberto de Serpa, Luís de Montalvor, Mário Saa, Raul Leal e António Botto. A ação dos ‘presencistas’ foi fundamental para o estudo e valorização do Primeiro Modernismo de Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro e Almada Negreiros. Também colaborou nas revistas Princípio [3] (1930) e Sudoeste [4] (1935) e ainda na revista Mundo Literário [5] (1946-1948) na qual se encontram alguns ensaios, contos e críticas literárias da sua autoria.
Fez tirocínio para Conservador do Museu Machado de Castro em Coimbra e nessa qualidade transferiu para esse Museu a valiosa coleção de antiguidades chinesas doada pelo poeta Camilo Pessanha e que se encontrava em depósito no Museu das Janelas Verdes, em Lisboa. Foi Presidente da Associação Académica de Coimbra em 1930-31. A partir de 1935 foi revisor da Imprensa Nacional passando para a Biblioteca desta instituição em 1940. Entre 1942 e 1945 dirigiu o programa de traduções da casa editora Portugália, em Lisboa.
Uma das facetas mais importantes da sua obra de crítico e de editor foi a de ter sido o primeiro biógrafo e também o primeiro editor[2] (com Luís de Montalvor) de Fernando Pessoa, de quem tinha sido amigo e correspondente. No domínio da literatura estrangeira divulgou e traduziu vários autores russos e anglófonos, entre eles Dostoiévski, Liev Tolstói, George Eliot[2], Jane Austen[2] e Elizabeth Gaskell[2] (novelista também celebrizada por ter sido a biógrafa de Charlotte Brontë e cuja obra foi publicada por sua iniciativa na Portugália), combatendo o “francesismo” então reinante e contribuindo para a ampliação dos horizontes literários e estéticos do mundo lusófono e a europeização da então muito provinciana cultura portuguesa. A partir de 1946 finalizou a sua carreira de romancista para iniciar a sua produção dramatúrgica. A sua obra crítica é respeitada pelo seu vasto espírito enciclopédico e pela pertinência dos seus julgamentos, ainda que por vezes fosse julgada demasiado dependente do historicismo e biografismo. Alguma da sua crítica destinava-se a divulgar e valorizar autores estrangeiros que também traduzia, ou fazia traduzir e publicava nas coleções que dirigia. Ao longo de décadas foi incansável a sua atividade de recensão nas páginas literárias de diversos jornais, entre eles o Diário de Lisboa[2], o Diário de Notícias, o Diário Popular, O Primeiro de Janeiro e o Mundo Literário. Manteve sempre fortes ligações ao mundo da imprensa, que lhe atribuiu 3 dos 4 prémios que o distinguiram em Portugal, e foi o último diretor do jornal O Século.
Proferiu numerosas conferências sobre literatura em Portugal e no Brasil e em várias cidades europeias, tendo participado como orador convidado no First International Symposium on Fernando Pessoa realizado em 1977 na Brown University, Providence, USA, e no Second International Symposium on Fernando Pessoa em 1983, na Vanderbilt University, Nashville, USA.
Em 1981 foi-lhe atribuído o grau de Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada.[6] Foi sócio correspondente da Academia Brasileira de Letras[7] e colaborador da Enciclopédia Britânica. De 1954 a 1968 foi sua companheira de vida e de trabalhos literários a escritora Isabel da Nóbrega.[8]
João Gaspar Simões morreu a 6 de Janeiro de 1987, em Lisboa.
Em homenagem à importância da sua obra foi o seu nome atribuído a diversas ruas em Portugal: na Figueira da Foz onde nasceu e em Foros de Amora (Seixal), na Aldeia de Juzo (Cascais), em Leça da Palmeira (Matosinhos) e em Albufeira (Algarve); e no Brasil, no Bairro Diadema, distrito de Jabaquara, cidade de São Paulo (SP).
fonte; https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Gaspar_Sim%C3%B5es
antónio pedro pita
António Pedro Pita é doutorado em Filosofia Contemporânea (“A experiência estética como experiência do mundo”) com interesses na área da cultura portuguesa dos séculos XIX e XX e tem-se ocupado das relações entre a arte e a política. Na sua permanência de seis anos como Diretor Regional de Cultura do Centro (2005-2011) foram especialmente importantes os problemas referentes ao ordenamento cultural do território e às relações entre a tradição e a modernidade como eixo da identidade cultural.
https://www.caminhos.info/equipa/antonio-pedro-pita/
O professor catedrático António Pedro Pita é o novo director científico do Museu do Neo-Realismo em Vila Franca de Xira, ocupando o lugar deixado vago em Dezembro por David Santos.
O nome de António Pedro Pita foi escolhido pelo município e a sua nomeação aprovada por unanimidade na última reunião pública do executivo.
O professor catedrático já comissariou exposições do Museu do Neo-Realismo e não vai ficar a tempo inteiro no museu, de forma a conciliar o cargo com a actividade docente que realiza na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.
António Pedro Pita foi durante quatro anos director regional de cultura do centro e é o coordenador científico do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra.
É membro do conselho científico do Centro de Estudos Ibéricos e membro do conselho consultivo da Associação Casa da Achada/Centro Mário Dionísio. Publicou diversos livros, entre eles “O aprendiz do mundo e outros fantasmas”, “Campo das letras” e “Conflito e unidade no neo-realismo português”.
http://www.pportodosmuseus.pt/2014/02/11/antonio-pedro-pita-e-o-novo-director-do-museu-do-neo-realismo-de-vila-franca-de-xira/
do acontecido fez-se o registo porque há sempre algo que nos espanta