“distância” de antónio ferra
“Para Norah: que vive na Holanda, ” de julia wong
a fala dos retratos (99)
“domingo num país distante …” de nuno rocha morais
postais da ria (509)
“OBRIGADO” de fernando alves dos santos
“De repente uma flor” de raquel patriarca
confundir a floresta com a árvore
um erro muito vulgar decorre das generalizações fáceis em que o sujeito é por hábito “eles” ou “vocês”. toda a generalização é mãe de erros, por vezes fatais.
vem isto a propósito de publicações recentes em que se confunde o eleitorado do Chega com a sua liderança ou alguns dos seus eleitores. chamar “fachos” aos eleitores do Chega é fácil, é barato, mas só dá confusões.
vejamos o caso do algarve em 2022 e 2024:
votos
2022 – PS : 77.740; PSD: 47.471; Chega: 23.988
2024 – PS : 60.123; AD: 52.885; Chega: 64.228
vistos os números em valor absoluto é fácil concluir que as perdas do PS e os ganhos da AD ficam muito longe dos ganhos do Chega. ou seja, a grande maioria do crescimento do Chega vem de não votantes em 2022 (pelo menos), de desiludidos. e de desiludidos passam a “fachos” por obra e graça de levianos que acham ter piada fácil.
não sou analista, comentador, ou político com militância partidária, mas custa-me ler, em quem o pretende ser, tamanha asneira.
é mais fácil pôr etiquetas do que refazer fatos, que o digam os alfaiates e costureiras, e o que é preciso é mesmo rever moldes e métodos de trabalho.
(figueira da foz; molhe norte)



