postais do arroz (21)
não escrevo guardo em branco fica tudo defraudo o plagiador obrigo-o a plagiar o meu silêncio aí sim ele é perfeito quem não vê a luz são palavras talvez um poema hipótese remota ganhei a batalha daqui ninguém rouba nada porque nada escrevi o plagiador ganhou a poesia talvez não tenha perdido nada mas é assim hoje
(semear arroz; borda do campo; 2019)
“Preâmbulo” de fernando fitas
a beleza do sal (158)
“TODOS OS HOMENS SÃO MARICAS QUANDO ESTÃO COM GRIPE” (pasodoble) de antónio lobo antunes
postais da ria (458)
“a cidade em março [continuação]” – I de luís filipe pereira
postais da ria (457)
“LUPUS” de jorge aguiar oliveira
crónicas da xávega (521)
dizer o teu nome o nome de todas as coisas as coisas que cada nome encerra dizer tantas vezes a mesma palavra até que ela perca o sentido a sua ligação com a representação dizer como é doloroso o parto das palavras que ainda não disse ou se disse como as escrevi dizer tanto em tão pouco ser imenso e ínfimo límpido e complexo dizer com palavras amo e escutá-las na boca do outro
(o carregar do saco seco; praia da leirosa; 2019)




