crónicas da xávega (152)


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o stalone, o horácio, o calão, a mão de de barca, a manga

ao fundo virá o saco

no fundo do saco, talvez peixe

se peixe houver, que peixe será

se for do vendável, a como o comprarão, se é que o comprarão

é peixe fresco, é peixe do mar, é suor desta gente

quem o come, come ouro, mas alguns ainda o querem dado. estão de férias e esquecem-se que só o estão, porque lhes pagaram o ano inteiro.

quando aqui chegares traz mais
que uma máquina
um fato de banho
um desejo de sol e mar

traz o entendimento
que esse
nunca o deixes ir de férias

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(torreira; companha do marco; 2013)