o beijo
primícia carícia
guarda ainda o teu sabor
o teu nome cravado
nos lábios sangra
iniciaste um tempo
que contigo acabou
há quanto tempo
o tempo parou
hoje não te escrevo
deixo que inventes as palavras
que te diria
se nos déssemos por dentro do
silêncio onde somos
peixes e aves flores e gazelas
hoje não te escrevo
somos só