8 de novembro de 2017
um homem enorme
uma obra colossal
o sentir tudo e por tudo a ternura de um olhar
a tortura permanente de uma guerra
único, admirável, solidário, sobrevivente, amigo
escritor porque sim
porque os livros o chamam
8 de novembro de 2017
um homem enorme
uma obra colossal
o sentir tudo e por tudo a ternura de um olhar
a tortura permanente de uma guerra
único, admirável, solidário, sobrevivente, amigo
escritor porque sim
porque os livros o chamam
depois de largar e alar
safar peixe se houver
há que safar e arrumar as redes
são muitas as horas
para tão pouco ganho
falo da solheira
depois de largar e alar
safar peixe se houver
há que safar e arrumar as redes
são muitas as horas
para tão pouco ganho+
falo da solheira
(torreira; 2017)
depois de largar e alar
safar peixe se houver
há que safar e arrumar as redes
são muitas as horas
para tão pouco ganho
falo da solheira
depois de largar e alar
safar peixe se houver
há que safar e arrumar as redes
são muitas as horas
para tão pouco ganho
falo da solheira

lê o livro e entenderás
em coimbra, no dia 11 de outubro, josé luis peixoto em conversa amena e intimista apresentou a sua última obra.
aquilo que de início poderá parecer uma incursão do autor pela literatura de viagens transforma-se, ao longo da leitura, numa obra que mais do que a países nos leva ao interior do mundo de josé luís peixoto.
um livro a não perder.
pelo interesse da conversa entre o autor e a assistência que durou quase duas horas, desdobrei a gravação em 2 vídeos
nota: a ilustração/miniatura que dá capa a este vídeo só será entendível por quem tiver lido, ou depois de ler, o livro
depois de largar e alar
safar peixe se houver
há que safar e arrumar as redes
são muitas as horas
para tão pouco ganho
falo da solheira
depois de largar e alar
safar peixe se houver
há que safar e arrumar as redes
são muitas as horas
para tão pouco ganho
falo da solheira
(torreira; junho; 2017)
depois de largar e alar
safar peixe se houver
há que safar e arrumar as redes
são muitas as horas
para tão pouco ganho
falo da solheira
(torreira; 2017)
2016 foi o último ano que fotografei o mar da torreira, é da ordem natural das coisas haver um princípio e um fim em tudo.
do primeiro ano não me lembro, mas o último sei que foi 2016.
o vídeo que hoje publico representa o momento mais alto de muitos anos passados na praia da torreira. em 2006 publiquei-o, gravei-o em dvd, projectei-o no clube marítimo da torreira, no salão, que se encheu para o ver e ouvir os poemas que consegui dizer. não esqueço a presença do ti manel murta que, de muletas, demorou cerca de uma hora desde sua casa até ao salão, para ver o filme.
devo muito a muitos e continuo a considerar-me mais um, entre aqueles a quem trato pelo nome e me merecem o maior respeito.
10 anos depois dessa exibição e mais de 30 depois de ter tirado algumas das fotos que nele podem ser vistas, é este o momento de o divulgar mais amplamente. é o momento de abraçar quem durante tantos anos me abraçou.
não esqueço, não esquecerei nunca que os meus antepassados foram homens de mar, pescadores da xávega da torreira e da ria de aveiro.
os amigos que em 2006 compraram o filme que não me levem mal, mas o que sei hoje na altura não sabia. de qualquer modo o vídeo que possuem em dvd é mais completo que este.
é gente da torreira que, viva ou não, aqui fica. são pedaços de vida, da minha também, que ficarão durante algum tempo, nada é eterno e o tempo é sempre escasso, ao dispôr dos que um dia quiserem saber como era e dos que se quiserem lembrar dos seus tempos de juventude.
em especial ao meu arrais, joão da calada, e a todos um abraço amigo do cravo.
(figueira da foz; 22 de agosto de 2017)