crónicas da xávega (484)
“Maquinaria pesada” de joão habitualmente
postais do arroz (13)
“Essa tua fala rente” de maria azenha
o poema “Essa tua fala rente” faz parte do primeiro livro da autora, “Folha móvel”
os moliceiros têm vela (466)

tem os olhos límpidos que lembram a ria quando ainda enguias havia será o moliceiro que mais anos carrega no barco. a casa dos pais do ti zé rebeço, ficava em frente à casa dos meus. era de lá que vinha o leite que bebíamos. tem os olhos límpidos "até os matamos, cravo" esta é a única mentira que lhe conheço mas é tão nossa que é verdade mais de 80 anos e um sorriso de criança no olhar o meu amigo ti zé rebeço

(torreira; são paio; 2010)
os moliceiros têm vela (465)

entre 2010 e 2021 foram muitos os moliceiros que desapareceram. os que de novo foram feitos não os superam.
não vou citar nomes de homens e barcos, mas seja o ti abílio, amigo do peito, mestre das artes do mar e da navegação – que já não tem moliceiro e por isso não estará presente na regata de hoje -, o símbolo do amor a estas aves tão belas a que deram, por arte e ofício, o nome de moliceiros

torreira; regata do são; 2010
“quem sou eu para te amar ?” de isabel mendes ferreira
o poema (s/t ) faz parte do livro “A Pele”



