depois de largar e alar
safar peixe se houver
há que safar e arrumar as redes
são muitas as horas
para tão pouco ganho
falo da solheira
(torreira; junho; 2017)
depois de largar e alar
safar peixe se houver
há que safar e arrumar as redes
são muitas as horas
para tão pouco ganho
falo da solheira
(torreira; junho; 2017)
depois de largar e alar
safar peixe se houver
há que safar e arrumar as redes
são muitas as horas
para tão pouco ganho
falo da solheira
irei até onde com o que

ciranda de dois, amigos todos
tudo é de novo início
tardio mas início
escasso o tempo
desgastado o corpo
cirandado pelo tempo
caminho
caminho
caminho
o que resta de mim
sonhos por cumprir
irei até onde com o que
(torreira; cirandar)
das redes

álvaro gavina
roupa que não vestem
mas que lhes traz o pão
as redes
querem-se limpas
(torreira; 2017)
a dança das redes (8)
depois de largar e alar
safar peixe se houver
há que safar e arrumar as redes
são muitas as horas
para tão pouco ganho
falo da solheira
(torreira; 2017)
quem safa as redes, safa a vida?
(torreira; 2017)
depois de largar e alar
safar peixe se houver
há que safar e arrumar as redes
são muitas as horas
para tão pouco ganho
falo da solheira

depois de largar e alar
safar peixe se algum
há que limpar, safar e arrumar
as redes
quantas horas?
quanto de ganho?
(torreira; 2017)
poderia

ciranda de dois ( ou será de casal?)
poderia escrever
os nomes dos barcos
dos homens das mulheres
dos ganhos das perdas
das artes das artimanhas
da compra da venda
dos contratos doutros tratos
poderia
mas deixo para ti
esse caminho doloroso
que já percorri
também tu
deves aprender
como se vive por aqui
(torreira; cirandar; 2016)