não me perguntes quem sou não te perguntarei quem és mas é contigo que estou em todas as mesas de todos os cafés

o meu próximo livro

vou escrever um livro de poesia inovador a topo de página o título do poema duas linhas abaixo uma citação pouco conhecida de um autor consagrado há que divulgar o que li a minha ilustrada ilustração o resto da página em branco o que eu pretendo não é que saibam que escrevo mas que leio muito que diabo sou um doutor das letras
Amigo Cravo:
Não sei se conhece este filme “Moliceiros” do Adriano Nazareth. É pena o casal de namorados que desfeia um bom trabalho etnográfico.
Agarrado, vai o meu filme “Moliceiros, Tempo para morrer”, do qual já não subscrevo tudo o que disse.
Abraço.
Diamantino Dias
(muito interessante este documentário e a citação de raul brandão, quando afirma ser o moliceiro barco de pesca. quando atravessou a ria de norte a sul, a bordo de um moliceiro, o escritor deve de ter visto as enguias que vinham misturadas com o moliço arrancado ao fundo da ria e pensou “este barco também pesca” – pensou e escreveu. era o tempo da fartura de enguias, mas isso não faz do barco moliceiro um barco de pesca. que sirva de nota a quem descreve o que vê sem saber cuidar do porquê.
não pretendo com isto criticar raul brandão, mas aproveitar para chamar a atenção dos “olheiros” dos nossos dias para quando legendam as suas imagens
agora deliciem-se com a memória)