hora de

torreira; 2019
não é noite
nem é dia
nem cedo
nem tarde
apenas a hora de

torreira; 2019

torreira; safar redes; 2019

torreira; ti alfredo fareja; 2005

torreira; ti alfredo fareja; 2005

torreira; jim; safar redes; 2019

torreira;zé de gaia; 2017

torreira; joão magina; 2019
(praia de mira; 2009)
que dizer-vos destes tempos em que assisto a tentativas sucessivas de assassinato da memória? que dizer-vos da raiva angústia desespero destas gentes que são as as minhas que são as nossas que somos nós? quem seremos amanhã se nos querem roubar o hoje o ontem? quem seremos amanhã se nos querem roubar o sermos? o povo será sereno mas até a serenidade tem limites até quando?

falo agora de outra escrita de outras letras de outras linhas de outro poema da vida ainda e sempre as mãos serão destino dos olhos construtoras de caminhos e carícias fábricas de pão fêmeas rudes e ásperas ternas e solidárias as mãos rasgadas pelos sulcos da ria do mar da terra são ainda mãos mães de pai de mãe de dar as mãos olho-as guardo-as no fundo de mim para tas ofertar como se oiro como se sol as mãos
(torreira)