crónicas da xávega (503)
caminho por aí face aberta ao vento olhos abertos ao mundo coração em forma de gente ásperos são os caminhos a limpidez de que falava sophia é porto de abrigo para fugir deste cozido à portuguesa onde abunda a carne de porco o arroto e o cheiro a vinho pútrido tirem-me daqui alguém disse mas ninguém nos pode tirar de nós
(o arribar da mão de barca: torreira; 2009)
“terceiro fragmento” (excerto) de teresa alvarez
os moliceiros têm vela (490)
“Talvez …” de ivo machado
a beleza do sal (146)
“manifesto” de ângela almeida – sexta leitura
mãos de mar (63)
“os que vêm de maio …” de francisco duarte mangas
RUI PIRES CABRAL [ Chacim, 1967 ]

Créditos: https://ionline.sapo.pt
No livro de Rui Pires Cabral, Manual do Condutor de Máquinas Sombrias, Averno, Lisboa, 2018, a poesia torna-se imagem e vice-versa, devendo ser lida como foco de uma ordem discursiva (não apenas uma fotografia) que se torna imprecisa. A construção da situação que Pires Cabral oferece aos seus leitores é uma lógica sem vencedores nem vencidos. As imagens e as palavras fluem obliquamente ao mundano, experimentadas como entidades da subjetividade e, ao final do jogo, oferecem uma aniquilação massiva a toda estranheza e timidez vacilante no mundo dos simulacros.







