fotos comentadas por paola palmaro (1)


 

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Una mano potente e forte, il gesto esprime forza e determinazione, la tua visione permette di ammirare le dita, le rughe, una mano che lavora ed il bisogno tutto umano di costruire, creare, comprendere nel palmo di una mano l’universo intero, di poterlo domare e far proprio! Bellissima visione Antonio!

fotos comentadas por paola palmaro


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A special portrait António José Cravo, a man’s face which emerges from dark for to be touched by light and become himself a brightness capable of warming soul and heart. Concentration which makes silence to speak, gesture of hand which hypnotizes. A powerful, elusive portrait yet at the same time so poignant which enchants us. Bravissimo António!

Un ritratto speciale António José Cravo, un volto d’uomo che dal buio emerge per farsi sfiorare dalla luce e divenire egli stesso una luminosità capace di scaldare anima e cuore. Concentrazione che fa parlare il silenzio, il gesto della mano ipnotizza. Un ritratto potente, inafferrabile eppure allo stessto tempo così struggente da incantarci. Bravissimo Antonio!

os moliceiros têm vela (354)

os moliceiros têm vela (354)


o vazio
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nas linhas dos cadernos
de duas linhas
aprendíamos a fragilidade
das letras
 
o equilíbrio precário
da escrita da vida
aprisionadas
 
escrevo há muito em
folhas lisas
simulando o plasma
onde agora
 
o vazio começa
no vazio
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(torreira; regata da ria; 2009)
escuta

escuta


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luis ferreira na peça “monólogo do diabo” de antónio tavares

escuta o vento
no fremir das folhas
das árvores nuas
 
entre luz e sombra
a fronteira é ténue
 
muitos sucumbem
ao peso da luz
e caem na sombra
 
nas árvores nuas
assobia o vento
por entre os ramos
 
ténue a fronteira
entre sombra e luz
 
(figueira da foz; 06 abril 2019)
os moliceiros têm vela (353)

os moliceiros têm vela (353)


a minha gente
 
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como a erva pelos campos
se chuva houver
assim a festa pelos corpos
 
são da beira ria a gente
o que mais puro e natural
 
não sabem de outro palco
que o da vida
são a alegria de o serem
 
são da beira ria a gente
no coração um moliceiro
 
nas mãos o haver para dar
tanta alegria guardada
para dias de festa onde à mesa
não lhes cabe haver lugar
 
são a minha gente
 
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(murtosa; cais do bico; 31, março, 2019)
postais da ria (297)

postais da ria (297)


por hoje chega

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a carregar berbigão

não sei se o rio
se fez mar ou o inverso
 
não sei se é no infinito
que duas rectas paralelas
se encontram
nunca falei com o infinito
 
a fé não salva mas alivia
 
não sei se conheço
o homem ou a sua aproximação
 
o vento já não me despenteia
porque estou careca
 
apaixonei-me pelas tuas palavras
 
por hoje chega
 

(torreira; 2017)

para walmir chagas


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também eu não sei
que coisa é o homem
carlos
comungar esta ignorância
com um homem como você
é um privilégio
 
mas eu sinto
quando um homem
tem assunto
 
como se escreve no português
de vocês que eu vou usar aqui
 
eu senti que walmir tinha assunto
você devia ter conhecido walmir
carlos
 
você devia
mas você não conheceu
digo eu
e sobrou para mim
falar de walmir
 
olhe melhor pensando
deixemos que seja walmir
a falar de walmir
 
ele fala sem palavras
precisa ver
 
(sam; figueira da foz; 15 março 2019)

 

“beto do bandolim” em 21/03/2019

“beto do bandolim” em 21/03/2019


no âmbito da sam – semana arte mulher – 2019, na figueira da foz, a animação musical nos jardins de inverno do cae, ficou a cargo da banda “beto do bandolim”.

composição da banda neste show:
 
bandolim: adalberto cavalcanti (beto do bandolim)
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percursão – wilmar chagas
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viola – bruno pereira
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vozes –  geraldo maia e clarisse fernandes
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ao longo da semana deu três espectáculos, todos eles com reportórios diferentes, no primeiro fotografei, o segundo e o terceiro, com autorização do beto, filmei.
 
com equipamento básico para gravações em zonas de luminosidade uniforme, o registo é o possível com a qualidade que se pode ver. mas era bom demais para se perder.
 
nesta gravação utilizei outra máquina mas mesmo assim os resultados não foram famosos.
 
se não gostarem da imagem, fechem os olhos e oiçam, vale a pena

abraço-vos


abraço-vos

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walmir chagas o homem instrumento

escrevo abraço
com a de abril
começo de
afonso do zeca
 
abraço a geografia
os afectos
as palavras
os cravos de abril
 
quem
abraço neste abraço
sente
 
os mais são só
isso
 
escrevo abraço
abraço abraço
 
e abraço-vos
porque hoje
passei a tarde
convosco
 
(figueira da foz; sam; março, 2019)
 
para o beto, walmir, geraldo, clarisse e bruno