raízes

vêm de longe trazem nos olhos a limpidez da ria antiga homens inteiros fogem das ribaltas que outros buscam a qualquer preço escondem-se para serem o que sempre foram são eles serão sempre eles as minhas raízes
raízes

vêm de longe trazem nos olhos a limpidez da ria antiga homens inteiros fogem das ribaltas que outros buscam a qualquer preço escondem-se para serem o que sempre foram são eles serão sempre eles as minhas raízes

“Este poema ….” consta do livro ” ver no escuro”
“Recriação da safra à moda antiga” – foto 12

com esta publicação termina a série de fotos em que pretendi mostrar a “Recriação da safra à moda antiga”, organizada em agosto de 2020 no ecomuseu do sal, nos armazéns de lavos.
esta série só foi possível graças a três factores – trabalho, amizade e sorte – e a três pessoas – santos silva, margarida perrolas e gilda saraiva.
esparsamente irão aparecendo outras fotos deste evento mas sem o carácter que a série revestiu.
o meu abraço a todos os que com a sua amizade me permitiram fazer estes “bonecos”.
na foto os marnotos (marronteiros) e os montes de sal
“Recriação da safra à moda antiga” – foto 11

a arte da tiradeira é nos pequenos desequilíbrios que se manifesta.
“Recriação da safra à moda antiga” – foto 10

giga cheia, giga vazia, pela silha se cruzam as tiradeiras e o sal caminha com elas

“Abre-se o caminho do poema …” faz parte do livro “CONTÁGIO”
“Recriação da safra à moda antiga” – foto 9

com a giga carregada à cabeça a tiradeira leva o sal para o armazém
os marnotos continuam a tirar sal dos montes e a encher outras gigas
“Recriação da safra à moda antiga” – foto 8

e a giga cai suavemente sobra a cabeça da tiradeira.

"Libertad no conozco sino la libertad de estar preso en alguien Cuyo nombre no puedo oir sin escalofrio" LUIS CERNUDA
o poema “Preço” faz parte do livro “Manual de cardiologia”
“Recriação da safra à moda antiga” – foto 7

marnoto e tiradeira com giga