crónicas da xávega (256)


a mais ninguém

cinzentos
os dias sucedem-se
monótonos diversos
suceder-se-ão

o tempo
esse assassino impune
a cada dia me leva amigos
levar-me-á

o que o tempo
me não roubou ainda
homens levaram

perdoo ao tempo
é da sua natureza
a mais ninguém

a mais ninguém

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(torreira; a escolha; 2009)