postais da ria (140)


assim o vento

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marginal aqui, incomodo

sou o que o vento
levará ao mar
depois de tanta terra

o meu tempo é
não foi nem será

é
e serei nele
os que comigo

chego súbito
como quem parte
sem despedida

assim o vento

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a bandeira da diferença

(torreira; regata das bateiras à vela; s. paio, 2014)

os moliceiros têm vela (183)


a história não é estória

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longe e perto

tenho o tamanho
que tenho
nem mais nem menos

saber o meu tamanho
é saber de mim
é essa a minha grandeza

não te temo por maior
que grande é o vendaval
e passa e morre e foi

digo-te que se quiser
terei o tamanho do tamanho
que tu tens e isso

faz de ti
alguém do meu tamanho
e de mim

um outro muito maior que tu

é com essa ilusão
de falsa grandeza
que do nosso prato
comes sentado à mesa

eu sei que vamos crescer
e papas na tua cabeça
comeremos mais uma vez

a história não é estória

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é na meta que se vê o tamanho

(torreira; regata do s. paio; 2014)

os moliceiros têm vela (176)


um dia eu também

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o “doroteia verónica” era assim

regressarei sempre
ao corpo
ao meu corpo ainda

esta coisa onde me
penduro
estendal de saberes

palavras sentires
por haver já
não muito para

uma folha caiu
levantou voo
ligeira uma ave

um dia eu também

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um moliceiro é assim

(torreira; regata do s. paio; 2010)

regata moliceiros, s.paio 2015 – o vídeo


ahcravo_DSC_2422_ze rito

8 de setembro é o dia de s. paio, padroeiro da torreira.

durante uma semana, uma das maiores romarias do país decorre na torreira, com a rua principal cheia de tendas as mais variadas, o parque de campismo cheio e tendas de campismo em terrenos cedidos por particulares.

gente, gente, gente…..

no mar as noites são de festa com todos os bares a funcionar em pleno e espectáculos na praia.

na ria, no fim de semana, sábado e domingo, decorrem 3 regatas:

– chinchorros (a remos)

– bateiras à vela

– moliceiros

o passeio da ria e o “cais do guedes” enchem-se de gente vinda de todo o país. a festa dos barcos é a grande festa desta terra de pescadores.

uma câmara de filmar, na bica da proa do “zé rito”, registou toda a regata e, mais do que isso, toda a actividade dentro do moliceiro que, em 2015, a venceu.

tripulação do moliceiro “zé rito” : mestre zé rito, manuel silva vieira e alfredo miranda

é mais uma memória de um tempo e uma homenagem aos homens que ainda têm a paixão da tradição do moliceiro e, por ele, sacrificam tempo de lazer e despendem as suas economias.

AOS MOLICEIROS, HOMENS E BARCOS!!!!!!!!!!!!!!!!!