ir ao mar com o marco (7)


 

e o arinque do calão do reçoeiro é lançando ao mar

e o arinque do calão do reçoeiro é lançando ao mar

 
presa ao calão, a bóia (arinque) que o sinaliza, vê-se na água, encostada ao limite lateral direito do registo.

a manga começa a ser largada. o agostinho segura no bordão, com os olhos postos na rede, não haja qualquer “embrulhanço” que atrase tudo. toda a companha olha para o mar, acompanhando o largar da rede.

quando falei, na foto anterior da necessidade de fazer o lanço o mais longe possível, fixou por dizer – falta de espaço – o seguinte:

convém lembrar aqui que as capitanias regulamentam e fixam, no início de cada safra as coordenadas entre as quais uma companha pode pescar, isto para evitar conflitos entre companhas vizinhas e proximidades a zonas balneares.

a distância da costa a que as pequenas motoras podem pescar, também se encontra definida legalmente. apesar disso não é anormal, antes pelo contrário, que elas venham arrastar a distância da costa inferior à legal e chegando mesmo a entrar nas zonas definidas para a xávega, estando um lanço a decorrer.

não é pois só da sorte que depende o peixe apanhado pelas redes da xávega, depende também das infracções feitas pelos arrastos costeiros das motoras, as quais, a maioria das vezes, as autoridades marítimas, mesmo se chamadas, raramente chegam a tempo e com meios para autuar.

fazer o lanço onde o melhor já foi apanhado ilegalmente é muitas vezes o que acontece na xávega.
(torreira; companha do marco; 2011)

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