crónicas da xávega (14)


 

o ti augusto segura o nó da corda que prende a calima ao fundo do saco

o ti augusto segura o nó da corda que prende a calima ao fundo do saco

a agulha
desfazer nós
metáforas baratas de falsos consensos
acender uma vela
por pequena que seja
ver e mostrar
saber e dizer

sem pretensões de longe
sem ilusões de muito
falar e dizer
porque calar
é consentir
sabedoria de povo
quantas vezes calado

fina e diminuta a agulha
a picadela

isso tão só

 

(torreira; companha do marco; jun, 2014)

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