quando eu era rapaz novo, matávamos pássaros e andávamos de moliceiro
agora que já sou velho, os murtoseiros modernos, fotografam pássaros e deixam morrer os moliceiros
traquinas
trago nos olhos
um sorriso de criança
uma fisga na mão
um papagaio de papel
uma bola de sabão
um carrinho de madeira
umas caricas oferecidas
um jogo por acabar
dentro de mim
nasce uma pergunta
traquina
nunca mais cresces?
(ria de aveiro; regata da ria; 2010)
verão de 2012, numa manhã à sombra do estaleiro do mestre zé rito, na torreira, etelvina almeida conversa com mestre joaquim raimundo.
falamos agora do moliceiro construído,em 2011 pelo mestre raimundo, no seu estaleiro em Lanoka Harbour, New Jersey.
um barco em fibra de vidro, de acordo com os moldes originais, a que deu o nome de “Rei da Ria” e que dotou de inovações que descreve durante a conversa.
o mestre joaquim raimundo mostra como é possível fazer moderno e manter a tradição.
ainda há homens assim