no cozinhar dos dias o tempero és tu que o escolhes é tempo de escolha não erres no tempero sê sábio na escolha pensa nos que contigo à mesa se sentam ou deviam sentar
armazéns de lavos
a beleza do sal (125)
a beleza do sal (122)
in memoriam luís cardoso
na salina do corredor da cobra (ecomuseu do sal) a alegria, o saber, o amor pelo sal, tinham um nome: luís cardoso.
bom conversador e conhecedor da história e das técnicas de fazer sal, era um excelente guia para quem visitava a salina.
partiu este ano e continua connosco. é esse o mistério da ausência presente, que pessoas como ele nos deixam.
abraço luís, salgado abraço
(este pequeno e mal amanhado registo, com uma nortada forte a perturbar o som, foi feito com o smartphone, em setembro de 2020, naquela que seria a última redura do ano.)
a beleza do sal (123)
a beleza do sal (122)
a beleza do sal (121)
a beleza do sal (118)
a beleza do sal (116)
a beleza do sal (114)
é dia ainda
é dia ainda e já se ouve o uivar do lobo a memória acende nos lábios as palavras guardadas quase esquecidas necessárias é dia ainda e já se sente o fedor da besta junta-se na praça a alcateia vindos de longe respondem ao chamado sedentos de carniça é dia ainda e já sabemos que o uivo o fedor mau prenúncio são ao engano quantos irão
a beleza do sal (110)
Recriação da safra à moda antiga” – foto 20
dilema
quantos és que te não sabes só és muito e tão pouco te sentes a casa fizeste à tua medida pequena e enorme dizes tua não é nunca o foi por entre as paredes a solidão cresce e és tu em tudo habitas o dilema como o sal o tempo escorre








