a memória dos dias 19012011


agostinho trabalhito

do agostinho trabalhito (canhoto) muito haveria que contar, mas fico-me pelos últimos anos.

trabalhou na companha do falecido zé murta e trabalha agora na companha do marco. a corda ao pescoço serve para atar a manga antes do calão e, assim, impedir que alador “coma” e quebre o calão.

pelo caminho lavou pratos num restaurante e dedica-se à pesca à cana (ainda de bambu) para apanhar peixe mais “grosso” que aumente a dispensa da família ou para vender aos restaurantes.

dos muitos irmãos que tem não posso deixar de recordar dois já falecidos: o zé trabalhito e ti antónio trabalhito, ambos homens de mar, ambos homens da torreira

( torreira_companha do marco_2010)

os moliceiros têm vela (470)


o meu próximo livro

torreira; regata da ria; 2009
vou escrever um livro 
de poesia
inovador

a topo de página
o título do poema

duas linhas abaixo
uma citação pouco conhecida
de um autor consagrado

há que divulgar o que li
a minha ilustrada ilustração

o resto da página em branco

o que eu pretendo
não é que saibam que escrevo 
mas que leio muito

que diabo
sou um doutor das letras

postais da ria (401)

postais da ria (401)


por que não quero escrever

nada mais resta que uma varanda
sobre o tempo
uma corda tensa a prender os dias

nada mais que uma visão
coberta de silêncios e vozes idas

nada mais que palavras inventadas
onde já não as há

caminhos feitos muitos
por fazer 

uma corda esticada sobre os dias
procura uma guitarra
que certo é o fado