júlio machado vaz nas 5as de leitura


JÚLIO MACHADO VAZ apresentou novo livro «À Escuta dos Amantes» nas «5as de Leitura» – Biblioteca Pública Municipal Pedro Fernandes Tomás
 
A biblioteca municipal recebeu, dia 12 de dezembro, pelas 21h30, Júlio Machado Vaz e o seu editor, Rui Couceiro, para a última sessão de 2019 do projeto de promoção e incentivo à leitura «5as de Leitura».
 
Júlio Machado Vaz, que cumpriu recentemente setenta anos de idade e quarenta de prática clínica, passados num consultório médico à escuta de histórias de dilemas e desesperos, paixões e reencontros, vem apresentar o seu mais recente livro «À Escuta dos Amantes», obra que chegou às livrarias no passado dia 15 de novembro, e que percorre as memórias e labirintos daquele que é um dos mais prestigiados e acarinhados especialistas portugueses na área dos relacionamentos amorosos.
 
Machado Vaz parte daquilo que aprendeu com os seus pacientes para uma reflexão sobre si mesmo e sobre a medicina que pratica, ensina e sonha.
 
Neste novo livro, o autor não esconde algumas intimidades: do romance sempre adiado, passando pelo olhar do cidadão sobre o quotidiano, até ao diário da digressão poética e musical jamais imaginada.
 
 
do acontecido fica o registo possível

ana madureira diz jorge de sena


Jorge de Sena | Centenários Culturais (1919-2019)
 
“No mês e ano em que se assinala o centenário do nascimento de Jorge de Sena, figura ímpar da literatura, considerado um dos grandes poetas de língua portuguesa e uma das personalidades centrais da cultura do século XX, sendo a sua obra de ficção mais famosa o romance autobiográfico “Sinais de Fogo”, pretendemos recordar o autor que eternizou a Figueira da Foz do ano 1936.
 
 
Nesse sentido, através do programa para o mês de Novembro’19, o Município pretende reforçar a ligação entre Jorge de Sena e a nossa Cidade. Entre palestras, projeção de filmes, mostra bibliográfica, exposições, declamação de prosa e poesia, teatro e percursos, procuraremos abranger todos os públicos e envolver várias entidades locais, regionais e nacionais, nomeadamente Casino Figueira, Associação Portuguesa de Escritores, Associação Cultural Fila K Cineclube – Viagens Literárias, Associação Viver em Alegria, estudiosos e atores de teatro.”
 
 
“APETECE-ME EXPLICAR, AGORA, AS ASAS “
 
no dia 5 de novembro de 2019, na quinta das olaias, no âmbito das terças com poesia, a biblioteca municipal da figueira da foz, promoveu, entre outros, este momento de encontro com a poesia de jorge de sena, dita por ana madureira.

“Mitos e figurações do diabo” – o registo


registo do colóquio: “Mitos e figurações do diabo” com José Manuel Anes, Saliu Djau e Paulo Mendes Pinto

do catálogo da exposição

Cada um vê mal ou bem… conforme os olhos que tem!

“O Diabo é um ser de razão. Não se trata de uma criatura irracional. Pelo contrário, é o fruto dos esforços do espírito humano para encontrar uma explicação lógica para o problema do mal.” Georges Minois

A figura do Diabo, personagem do mundo do fantástico, é omnipresente na longa história da Humanidade. A sua origem perde-se no tempo, no imaginário popular e no quotidiano das gentes, assumindo as mais diversas formas, seja nos contos, narrativas e lendas, seja nas representações pictóricas e escultóricas. Ao longo de milénios, o arquétipo do Mafarrico foi sendo paulatinamente delineado, reinventando-se não só através da tradição oral e da literatura, mas também pela assimilação das conceções pagãs e da iconografia judaico-cristã. Esta personagem rebelde, que encarna o grande opositor cósmico, soube adaptar-se a todas as civilizações e a todas as mutações.

Um “Ser” do sobrenatural, transversal às mais variadas culturas mundiais e que se manifesta na cultura popular portuguesa, através do artesanato, numa multiplicidade de interpretações, que diferem de região para região. Esta forma popular de expressão artística, numa miscelânea entre o sagrado e o profano, retrata o quotidiano e a criatividade dos artesãos que modelam essas figuras demoníacas em metamorfoses de cores aguerridas.

Após tomar conhecimento da Coleção de Diabos de José Santos Silva e de perceber o valor artístico daquelas admiráveis peças de estatuária de expressão popular, imbuídas de criatividade, nasceu a ideia de conceber e realizar uma exposição

O desafio era grande: como abordar a temática de forma despretensiosa e sem ferir suscetibilidades? Que critérios conceptuais seguir no discurso expositivo? Num sistema de comunicação não-verbal, como “dialogar” com o público proporcionando-lhe um espaço de experiências?

Em resposta a todas estas questões intuímos que o melhor caminho era associar o figurado à tradição dos provérbios populares e às designações que este Anjo-caído assumiu ao longo dos tempos. Nas nossas pesquisas deparámo-nos com um número infindável de provérbios que aludem ao Diabo e ao Inferno, compelindo-nos, numa análise crítica, a selecionar os que melhor se coadunassem com as peças a expor. O mesmo se passou com os nomes atribuídos a este Ser Infernal – Demónio, Lúcifer, Satanás, Baphomet, Cornudo, Tinhoso, Belzebu, entre muitos outros – que povoam o imaginário e as crenças do povo. São estas gentes que exorcizam os seus medos transpondo-os para a arte do barro, modelando notáveis peças, umas seguindo os cânones mais formais com figurações andróginas e animalescas, enquanto outras sobressaem pelo seu caráter jocoso, brincalhão e provocador, qual Diabo tentador.

Da confluência destas ancestrais tradições populares aconteceu a exposição A Figueira tem o Diabo à beira. Anjos Caídos, Figuras Demoníacas e Seres Infernais, não sendo nossa pretensão conceber uma exposição sobre o figurado popular, mas tão somente partilhar com o público uma fascinante Coleção de Diabos.

Anabela Bento

Museu Municipal Santos Rocha

Câmara Municipal da Figueira da Foz”

do colóquio fica o registo possível

bagão félix nas 5as de leitura


“António Bagão Félix nasceu em Ílhavo em 1948. Economista, é atualmente Professor Catedrático convidado na Universidade Lusíada. Ministro e Secretário de Estado em
vários governos do Portugal democrático nas áreas das Finanças, da Segurança Social,
do Trabalho e do Emprego. Desempenhou também múltiplos cargos em instituições, tendo sido, nomeadamente, vice-governador do Banco de Portugal, administrador nas
áreas da banca e dos seguros, Presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz e
membro de órgãos sociais de várias instituições de solidariedade social. Tem publicados muitos trabalhos e reflexões de âmbito técnico, profissional e religioso
 
(destaca-se) A sua paixão pela natureza e pelas árvores”
 
 
fonte wook -2016
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“Escrito por Bagão Félix, em parceria com Ana Paula Figueira, “Raízes de Vida” enumera valores, atitudes e memórias que sustentam o ser humano e respostas da natureza às inquietações do Homem.
 
“Raízes de Vida” mergulha no húmus da terra para estabelecer similitudes entre a árvore e o Homem, naquilo que é a sua essência. “O livro nasceu de algumas palavras que estavam à procura da sua vez como as sementes estão à procura da grande árvore”, afirmou Bagão Félix, entrevistado por Fernando Alves, na Manhã TSF. “A palavra e as sementes são unidas por um ponto fundamental: a vida.”
 
“Por vezes, fazemos uma divisão artificial entre o Homem e o resto da Natureza. A visão que procura conciliar os aspetos da natureza humana com os aspetos da natureza botânica e vegetal é um ensinamento para todos”, considera Bagão Félix. “É o prodígio da Natureza.”
 
 
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da sua presença nas 5as de leitura, no dia 12 de junho, de2019, na biblioteca municipal da figueira da foz, fica o registo integral. fica ao critério de cada um a selecção do que de mais interessante lhe parecer.
 
os moliceiros têm vela (370)

os moliceiros têm vela (370)


bota abaixo de “0 Conquistador”_ um outro olhar

a 30 de junho de 2019 a ria recebeu mais um moliceiro tradicional: “O Conquistador”.
 
mandado fazer por márcio nunes e domingos mole, sem quaisquer apoios financeiros que não os dinheiros próprios, foi construído por marco silva e pintado por josé manuel oliveira.
 
neste registo fica a memória do bota abaixo em versão foto-filme, elaborado pela mão amiga que de longe me(nos) oferece estas pérolas
josé santos silva ou “uma vitória do diabo”

josé santos silva ou “uma vitória do diabo”


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62 anos de idade, mais de 40 a trabalhar no museu santos rocha na figueira da foz, josé santos silva – o santos silva, como o tratam os amigos – é uma caixinha de surpresas e ele próprio um museu vivo.
com muitos e variados interesses e conhecimentos, “ajuntar” diabos é, há muitos anos, um dos seus interesses.
entre julho e novembro de 2019, está patente no museu santos rocha, na figueira da foz, um conjunto de mais 80 diabos nas mais variadas “encenações”.
a exposição leva o título “A [F]figueira tem o DIABO à beira”
homem de ideias, santos silva é um provocador dos diabos

 

fazer sal na figueira da foz


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em 2016 e 2017 fotografei o salgado da figueira – morraceira e armazéns de lavos.
aprendi os termos”chave da faina e conheci quase todos os marnotos, ou marronteiros.
das diferentes fases do trabalho de fazer sal. mão amiga recolheu neste registo o essencial, dotou-o de música e fez este foto filme.
palavras chave: talho, ugalho, rer, achegar, mexer, cumbeirar, enfeitar.