do livro “Não sei se o vento” de rui miguel fragas
postais da ria (370)
poema “XXVIII” de joão pedro azul
o poema “XXVIII” faz parte do livro “UM CAVALO SENTADO À PORTA”
os moliceiros têm vela (427)
“….azul….” de graça pires
crónicas da xávega (361)
escrevo
escrevo o tempo com imagens guardadas nos baús digitais da memória comprada a informação diz-me o quando eu sei onde ainda sei quando tudo foi ontem e ontem foi há tanto tempo sei deste caminho feito de achares e perderes sei que valeu a pena homens que conheci para desconhecer o tempo tudo limpa e lava mesmo o que mais fundo à superfície vem escrevo o tempo com imagens como todos os que arriscam palavras escrevo-me também e isso não é novo para ninguém
“Balelas” de rui mãos de cenoura
a beleza do sal (105)
“Recriação da safra à moda antiga” – foto 16
é quando o vento sopra forte

é quando o vento sopra forte que das árvores caem ramos folhas frutos alguns vermes é quando o vento sopra forte que as gaivotas pairam poisadas no vento por sobre o mar é quando vento sopra forte em dias de sol que se faz mais sal no talho mas não flor
“Doutora Fedúncia” de sara f costa
postais da ria (369)
amigos

então trocas os nomes confundes os rostos reconheces a voz mas é tarde não tardou o tempo a crescer onde diminuis então trocas os nomes os que não esqueceste que a memória também os amigos sorriem e respondem por um nome que não é o deles os amigos são para além do nome o gesto o abraço o sorriso então sorris também porque não há trocas na amizade





