limpo de todos
os artifícios
o homem surge
dos confins de si mesmo
no resgate do pão
entre o esgar de dor
e o sorriso
ele existe
no abraço da vida
no silêncio da ria
pisa a fronteira
de si
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com o documentário
;
(praia de mira; 2009)
xávega etimologicamente tem raiz árabe: “xabaka”, que quer dizer “rede”
em termos genéricos é o que podemos chamar uma “arte de arrastar para terra”, tal como o “chinchorro”.
em 1774 é publicada em madrid a “memoria sobre la pesca de sardina en costas de galicia” de d. josef cornid saavedra, “regidor de la ciudad de santiago”.
nesta memória, cuja edição facsimilada me foi amavelmente oferecida pelo “museo do pobo galego”, é definida de forma clara a diferença entre as duas “artes de arrastar para terra”: chinchorro e xávega.
– chinchorro : rede de malha quadrangular, sempre com as mesmas dimensões e em forma de funil
– xávega : rede de malha quadrandular, composta por duas mangas e um saco. a malha tem maior dimensão junto ao calão e vai diminuindo até ao saco.
ou seja: é o formato da rede que caracteriza esta arte de pesca e não o barco, como alguns pretendem
a xávega noutras regiões do globo:
sul de itália : sciabica
catalunha: jabega
galiza: xabega
(torreira; anos 90; a espera para ver e comprar)
virado para o mar olhando o longe recordo o ti borras pescador de outros tempos do barcos de quatro remos de tantas juntas que não conhecia mar que o impedisse de trabalhar se o mar fosse de vinho ia a pé até à américa dizia recordo o ti borras pescador e senhor dos mares recordo e não vejo lembrança dele ficou um beco com o seu nome que se apagará no tempo que começa a apagar-se o tempo não pode ser deixado a si próprio ainda não atingiu a maior idade