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O Dia da Liberdade

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Este dia é um canteiro
com flores todo o ano
e veleiros lá ao largo
navegando a todo o pano.
E assim se lembra outro dia febril
que em tempos mudou a história
numa madrugada de Abril,
quando os meninos de hoje
ainda não tinham nascido
e a nossa liberdade
era um fruto prometido,
tantas vezes proibido,
que tinha o sabor secreto
da esperança e do afecto
e dos amigos todos juntos
debaixo do mesmo tecto.

José Jorge Letria

 

excerto de “pai não abra já essa porta” de manuel silva-terra


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autobio
 
Nasceu no século passado numa aldeia da Beira Baixa, de parto natural feito em casa. A infância é o seu Paraíso. Frequentou o liceu de Castelo Branco, onde ganhou consciência política. Em Coimbra desenvolveu a consciência estética e começou a publicar, em Coimbra, nos Cadernos do 40, a poesia que escrevia às escondidas. A partir de então é um poço de vivências conscientes e inconscientes que procura sempre depurar no sentido de uma maior compreensão, aceitação de si e do mundo, e desenvolvimento de ligação da teoria à prática. Por isso, a poesia é acção.
 
biliografia essencial
 
Com a Língua na Orelha
Os Três Primeiros Cadernos
Calafrio
Paisagens (em colaboração)
O Livro da Ignorância
Campos Magnéticos
Pai,Não Abra Já Essa Porta
)Condomínio(
O Que Sobra
Lira
Pastor de Pedras
Canto Chão
Ser Casa
Medula

 

 

 

declAMAR Poesia nas 3as com poesia


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“A Biblioteca Municipal Pedro Fernandes Tomás, recebeu, dia 03 de março, pelas 21h30, na sala de leitura, mais uma sessão do projeto «Terças com Poesia».
 
A sessão, comemorativa do Dia Mundial da Poesia, foi dinamizada pelo coletivo «declAMAR Poesia», composto por cinco leitores de poesia (Catarina Matos, Lurdes Telmo, Olga Coval, Rui Amado e Vanda Ecm).”
 
(informação insyitucional)
 
do evento produzi o vídeo que segue

poesia de sempre e para sempre


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Luís Machado encerrou a exposição “Escritores, Memórias e Olhares” de Fernando Bento, com um recital de poesia
 
A exposição de fotografia de Fernando Bento “Escritores, Memórias e Olhares”, patente na sala 3 do Centro de Artes e Espectáculos desde 8 de novembro de 2019, constituída por 25 fotografias a preto e branco de diversos escritores nacionais, encerra ao público dia 02 de fevereiro com a realização do recital “Poesia de Sempre para Sempre”.
 
O recital realizou-se pelas 15h30, no Auditório Municipal, dinamizado pelo escritor Luís Machado, secretário-geral da Associação Portuguesa de Escritores e curador da exposição.
 
A iniciativa contará também com a participação de Rui de Matos, que fará o acompanhamento musical da declamação dos poemas, da autoria de Fernando Pessoa e de outros grandes nomes da literatura portuguesa.
 
Sobre a exposição
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Fotografia de Fernando Bento
 
“Estes rostos de escritores, propostos por Fernando Bento, suscitam um encadear de ideias e até um eternizar de memórias. Por trás de uma fisionomia humana há sempre uma história e uma memória. Se pensarmos assim, percebemos que o fotógrafo de que falamos não se limita a fixar e a reproduzir imagens. Ele capta, para além da máscara, a expressão dos gestos, revelando sentimentos e identificando emoções.”
 
(informação retirada da página do município da figueira da foz)
o registo