felizes

correm atrás do vento da glória talvez sonham-se o infinito presos à terra de tão grandes não cabem em si admiro-lhes as certezas os juízos sábios felizes não se sabem presumem-se quedo-me em silêncio de tão pouco ser

torreira; regata da ria; 2020

torreira; regata da ria; 2020

torreira; regata da ria; 2020; ti zé rebeço

regata da ria; fazer bordos; 2019

regata da ria; fazer bordos; 2019
falarei ainda das aves quando te disser que mais belas não vi estranhos barcos estes de tão belos que meninas mulheres são desta laguna onde o mar se aconchega para ser criança as palavras não cabem no esplendor das velas só o silêncio nelas se acolhe para ser mais nosso deslumbrante de tanto falo ainda das aves amanhã em bando voarão mais uma vez até quando?
(regata da ria; 2011)

conquistar os dias um a um vencer-se para vencer erguer-se falo de homens dos que muitos a bordo de barcos nasceram neles foram criados e homens se fizeram falo de moliceiros nome dos homens e dos barcos que ambos se confundem na labuta e no tempo conquistar o futuro sendo no presente esse o desígnio
(regata da ria; 2011)
unem-se os homens dão-se as mãos fazem-se nós limpa-se a sombra renasce-se o moliceiro é bandeira amor paixão modo de vida foi de memórias pleno mais que eles é todos os que antes o foram uniram-se os homens cuidem-se os que

escuta ouves o rumor das águas o quebrar das ondas no casco as velas pandas batendo de tanto vento o vento sopra do norte o barco voa a meta está próxima chega em primeiro ganhou a regata depois depois houve que o vender os apoios não chegavam para o manter depois depois não querem que haja regatas é esta a história de como os moliceiros por falta de apoio vão desaparecendo por vezes pergunto-me porque é que no brasil em vez de casas tradicionais portuguesas não construíram moliceiros
(regata da ria; 2010)