xávega – memória de 2011


a memória dos dias
2011
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(torreira; 2007)

à memória do arrais zé murta
o meu grande amigo agostinho trabalhito (canhoto) enrola as calas ainda a escorrer areia.
sempre o conheci com um sorriso e uma palavra de esperança, mesmo nos momentos mais difíceis, mesmo quando no ano passado a morte lhe levou dois irmãos.
se há rosto que fascina pela riqueza de feições e expressões é o do agostinho. é o meu modelo favorito.

crónicas da xávega (327)


no dia a seguir
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leirosa; carregar o saco; 2019

 
não bastava ser inverno
fizeste que o fosse
também dentro de mim
 
o amor por vezes desacontece
devia sabê-lo
 
não sou cínico
não te agradeço a lição
 
invento o sol
vou ver o mar
 
entro em mim
fabrico um verão
 

crónicas da xávega (326)


(porque o zé mário foi ter com o maia gomes)
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era o tempo de
 
era o tempo de
sentavas-te ao piano
e dizias
 
vamos fazer uma canção
para o zé mário branco
 
era o tempo de
tu estares vivo
o zé mário também
e todos sonharmos
 
como se chovesse
ao contrário
os amigos vão-se
 
foi o tempo de
 
(torreira; 2016)