chama-se rosinha


a rosinha, bateira labrega murtoseira
conheci-a um dia na ria
é a última das primeiras
das labregas murtoseiras
das que foram mar abaixo
desaguar no tejo subindo-o

é a última na ria
na bestida
é a última do saltadoiro
pesca antiga
mais que ela
à tainha

fui nela um mais
com o mais velho
o ti manel
um dia na ria
fui história
fui

em casa miniatura
das mãos do ti henrique afonso
saída outra rosinha
a minha

a do cravo
                  (murtosa; bestida; bateira labrega murtoseira)

nota:

era certamente numa destas que o meu bisavô se estabelecia num esteiro da azambuja – o esteiro do gorim – durante a época do sável. nela fazia pão e vendia mercearias. do esteiro não consta a localização. desse tempo, recordava a minha avó: “com quatro anos corria pelos campos, com o pão para os pescadores, a fugir dos toiros”.

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