das mãos


 

o aparelhar das redes

o aparelhar das redes

é da mãos que falo
quando digo
o caminho

para elas os olhos
mãos outras
os corpos devagar

marinheiras
de um outro navegar

é das mãos que falo
quando digo
não fales

se me perco nas mãos
é de tanto as olhar
escuta

as mãos
(torreira; companha do marco; 2011)

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