lançamento de “Homens de pó” nas 5as de leitura


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no dia 14 de fevereiro de 2019, antónio tavares apresentou, na figueira da foz, no âmbito das “5as de leitura” a sua última obra “Homens de pó” – um livro que parte de uma ideia muito interessante, com personagens e diálogos bem conseguidos, mas que resultou num livro “tóxico”, com muitos erros de variadas tipologias – mas disto falarei noutro local
SINOPSE
 
Portugal, Verão Quente de 1975. A fervilhante Revolução dos Cravos deu subitamente lugar a um imenso caos social e político; o País, em plena convulsão, está à beira da guerra civil. O poder disputa-se nos quartéis, nas ruas, nos campos, nas fábricas…
 
O velho império de Quinhentos agoniza, com a independência das colónias e o êxodo de centenas de milhares de pessoas que regressam à velha metrópole. Entre estas, vêm também africanos num exílio forçado, imposto pela guerra e pela instabilidade, sobretudo de Angola. Esta é a história de um punhado desses homens em busca da sua identidade e de um lugar, num Portugal fragmentado que desconhecem.
 
Operários de estradas labutam de sol a sol; estão fora e dentro do mundo, vivendo sob o manto de uma poeira que os torna fantasmas e sombras num teatro de mudança, cujo palco é um país que também parece andar à procura de si próprio. Às vezes choram, acreditam, lutam, apaixonam-se, perguntam que será feito dos que ficaram.
 
Discreta e irónica, a presente narrativa interroga o leitor sobre os limites da utopia e da realidade, e a importância da palavra e do sonho na construção das nossas vidas.”
da sessão fez-se o registo possível

sílvio lima por paulo archer de carvalho


no dia 5 de fevereiro de 2019, paulo archer de carvalho apresentou na biblioteca municipal da figueira da foz a obra “Sílvio Lima”

do evento fica o registo para memória futura

 

Paulo Archer de Carvalho (n. 1957) é doutor e post doutorado em Letras (História da Cultura Contemporânea), mestre em História Contemporânea; foi investigador do CEIS20-UC (2010-2018), bolseiro pela FCT (2008-2016), antigo professor de Cultura Portuguesa, Cultura Clássica, Estética e História Contemporânea no ensino politécnico (1998-2007) e professor do ensino secundário (1986-1998). Objectiva a sua investigação nas áreas da história intelectual e dos intelectuais, com particular incidência no período 1890-1974, tendo publicado livros, capítulos, artigos e ensaios.

Colaborou no Dicionário dos Historiadores Portugueses e no Dicionário da I República e do Republicanismo e desenvolveu o projecto

Sobre o livro “Silvio Lima” , obra em dois volumes, refira-se a caracterização da edição e um sumário breve de conteúdo.

Obra

* vol. I – “Um místico da razão crítica
* vol. II – “Da incondicionalidade do amor intellectualis

(Edição da Palimage, 2018, com o apoio da Fundação Eng. António de Almeida)

Sumário breve

Desenvolvendo um estudo de fundo sobre a obra do psicólogo, filósofo e ensaísta Sílvio Lima (1904 -1993) e sobre o ambiente de repressão intelectual e de repressão filosófica que se instalou na longa conjuntura da ditadura corporativa, procura-se a novidade e legibilidade das inúmeras expressões de um pensamento original, criativo e crítico no campo do racionalismo e sobretudo, os veios de uma coerência muito forte que arrastaram Sílvio Lima para uma espécie de «exílio interno» e de esquecimento que, dir-se-ia, se pretendia irreparável.

Corresponde à versão impressa da homónima tese de doutoramento defendida em 2010 na UC.

(agradeço ao autor o original do texto supra, com pequenas alterações de disposição da minha responsabilidade)

joão gaspar simões contado por antónio pedro pita


ontosVirgulas

para a minha geração, e não só, joão gaspar simões foi a mão que nos levou até fernando pessoa.
este é o momento de antónio pedro pita nos levar a conhecer um pouco do pensamento e do ser de joão gaspar simões
biografias
joão gaspar simões
João Gaspar Simões nasceu a 25 de Fevereiro de 1903, em São Julião, Figueira da Foz, distrito de Coimbra.
Filho de João Simões, grande comerciante da Figueira da Foz, e de Constança Neto Gaspar, doméstica, foi baptizado a 18 de julho de 1903.[1] Fez a instrução básica na sua terra natal, a Figueira da Foz e a partir dos 11 anos frequentou como interno o Colégio Lyceu Figueirense (1914), terminando o ensino liceal em Coimbra, no Liceu José Falcão.
Em 1921 matriculou-se na Faculdade de Direito de Coimbra mas interrompeu por diversas vezes o curso, que só concluiu no ano de 1932.[carece de fontes] Nunca exerceu profissão na área jurídica, mas tinha o sonho de ser diplomata.[2]
Durante os seus anos de estudo fundou algumas revistas literárias de grande importância para a cultura portuguesa: de 1924 a 1925 a revista Tríptico, com Branquinho da Fonseca (seu condiscípulo dos tempos do liceu) e Vitorino Nemésio, entre outros; nos seus 9 números colaboraram também Aquilino Ribeiro, José Régio, Alberto de Serpa, Raul Brandão e Teixeira de Pascoaes; e de 1927 a 1940 foi um dos fundadores[2] e dirigiu até ao seu último número (56) a revista Presença, em parceria com José Régio, Adolfo Casais Monteiro e Branquinho da Fonseca, que estaria na origem do movimento literário do mesmo nome, também chamado Segundo Modernismo, que viria a ter enorme influência na literatura portuguesa. Foram colaboradores doutrinários do “presencismo”, entre outros, Delfim Santos, Alberto de Serpa, Luís de Montalvor, Mário Saa, Raul Leal e António Botto. A ação dos ‘presencistas’ foi fundamental para o estudo e valorização do Primeiro Modernismo de Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro e Almada Negreiros. Também colaborou nas revistas Princípio [3] (1930) e Sudoeste [4] (1935) e ainda na revista Mundo Literário [5] (1946-1948) na qual se encontram alguns ensaios, contos e críticas literárias da sua autoria.
Fez tirocínio para Conservador do Museu Machado de Castro em Coimbra e nessa qualidade transferiu para esse Museu a valiosa coleção de antiguidades chinesas doada pelo poeta Camilo Pessanha e que se encontrava em depósito no Museu das Janelas Verdes, em Lisboa. Foi Presidente da Associação Académica de Coimbra em 1930-31. A partir de 1935 foi revisor da Imprensa Nacional passando para a Biblioteca desta instituição em 1940. Entre 1942 e 1945 dirigiu o programa de traduções da casa editora Portugália, em Lisboa.
Uma das facetas mais importantes da sua obra de crítico e de editor foi a de ter sido o primeiro biógrafo e também o primeiro editor[2] (com Luís de Montalvor) de Fernando Pessoa, de quem tinha sido amigo e correspondente. No domínio da literatura estrangeira divulgou e traduziu vários autores russos e anglófonos, entre eles Dostoiévski, Liev Tolstói, George Eliot[2], Jane Austen[2] e Elizabeth Gaskell[2] (novelista também celebrizada por ter sido a biógrafa de Charlotte Brontë e cuja obra foi publicada por sua iniciativa na Portugália), combatendo o “francesismo” então reinante e contribuindo para a ampliação dos horizontes literários e estéticos do mundo lusófono e a europeização da então muito provinciana cultura portuguesa. A partir de 1946 finalizou a sua carreira de romancista para iniciar a sua produção dramatúrgica. A sua obra crítica é respeitada pelo seu vasto espírito enciclopédico e pela pertinência dos seus julgamentos, ainda que por vezes fosse julgada demasiado dependente do historicismo e biografismo. Alguma da sua crítica destinava-se a divulgar e valorizar autores estrangeiros que também traduzia, ou fazia traduzir e publicava nas coleções que dirigia. Ao longo de décadas foi incansável a sua atividade de recensão nas páginas literárias de diversos jornais, entre eles o Diário de Lisboa[2], o Diário de Notícias, o Diário Popular, O Primeiro de Janeiro e o Mundo Literário. Manteve sempre fortes ligações ao mundo da imprensa, que lhe atribuiu 3 dos 4 prémios que o distinguiram em Portugal, e foi o último diretor do jornal O Século.
Proferiu numerosas conferências sobre literatura em Portugal e no Brasil e em várias cidades europeias, tendo participado como orador convidado no First International Symposium on Fernando Pessoa realizado em 1977 na Brown University, Providence, USA, e no Second International Symposium on Fernando Pessoa em 1983, na Vanderbilt University, Nashville, USA.
Em 1981 foi-lhe atribuído o grau de Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada.[6] Foi sócio correspondente da Academia Brasileira de Letras[7] e colaborador da Enciclopédia Britânica. De 1954 a 1968 foi sua companheira de vida e de trabalhos literários a escritora Isabel da Nóbrega.[8]
João Gaspar Simões morreu a 6 de Janeiro de 1987, em Lisboa.
Em homenagem à importância da sua obra foi o seu nome atribuído a diversas ruas em Portugal: na Figueira da Foz onde nasceu e em Foros de Amora (Seixal), na Aldeia de Juzo (Cascais), em Leça da Palmeira (Matosinhos) e em Albufeira (Algarve); e no Brasil, no Bairro Diadema, distrito de Jabaquara, cidade de São Paulo (SP).
fonte; https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Gaspar_Sim%C3%B5es
antónio pedro pita
António Pedro Pita é doutorado em Filosofia Contemporânea (“A experiência estética como experiência do mundo”) com interesses na área da cultura portuguesa dos séculos XIX e XX e tem-se ocupado das relações entre a arte e a política. Na sua permanência de seis anos como Diretor Regional de Cultura do Centro (2005-2011) foram especialmente importantes os problemas referentes ao ordenamento cultural do território e às relações entre a tradição e a modernidade como eixo da identidade cultural.
https://www.caminhos.info/equipa/antonio-pedro-pita/
O professor catedrático António Pedro Pita é o novo director científico do Museu do Neo-Realismo em Vila Franca de Xira, ocupando o lugar deixado vago em Dezembro por David Santos.

O nome de António Pedro Pita foi escolhido pelo município e a sua nomeação aprovada por unanimidade na última reunião pública do executivo.
O professor catedrático já comissariou exposições do Museu do Neo-Realismo e não vai ficar a tempo inteiro no museu, de forma a conciliar o cargo com a actividade docente que realiza na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.
António Pedro Pita foi durante quatro anos director regional de cultura do centro e é o coordenador científico do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra.

É membro do conselho científico do Centro de Estudos Ibéricos e membro do conselho consultivo da Associação Casa da Achada/Centro Mário Dionísio. Publicou diversos livros, entre eles “O aprendiz do mundo e outros fantasmas”, “Campo das letras” e “Conflito e unidade no neo-realismo português”.
http://www.pportodosmuseus.pt/2014/02/11/antonio-pedro-pita-e-o-novo-director-do-museu-do-neo-realismo-de-vila-franca-de-xira/

do acontecido fez-se o registo porque há sempre algo que nos espanta

desvários fotográficos (1)

desvários fotográficos (1)


lição no mar (10)

porquê o mar não sabem
lavam a alma uns
outros os olhos

a música a voz o longe
o efémero infinito todos

(27/12/18; aqui)

lição no mar (11)

o instante
apenas o instante

a espuma de ser
aqui tão sentida

(28/12/18; aqui)

lição no mar (12)

ser apenas

quantas terras quantos mares
dentro destas ondas breves

a ninguém dizem
de tão humildes
são apenas ondas

(29/12/18; aqui)

lição no mar (13)

tu

somaram-se os dias e tu
que ficou de ti no tempo

o fim do ano não é
o fim do mundo
escreveu drummond

afastas-te do início do passado
aproximas-te do início do futuro

tão ínfimo tu

(30/12/18; aqui)

bom ano a todos os que por aqui passarem

fui lavar a cara ao mar e quando voltei tinha prenda de iemanjá

 

desvários fotográficos

desvários fotográficos


lição do mar (1)

ouver o mar

lição no mar (2)

chove no mar
e eu
de olhos secos

(19/12/18, aqui)

lição no mar (3)

no embalar das ondas
adormeço
e sonho-me criança

(20/12/18; aqui)

lição do mar (4)

ouvir nas nuvens
a música do mar

(21/12/18; aqui)

lição no mar (5)

há quem venha de longe
só para o ver

eu preciso dele para ser

(22/12/18; aqui)

lição de mar (6)

no princípio era o mar
pelo menos para mim

no fim
no fim será também

(24/12/18, aqui)

lição no mar (7)

ilusão

como se o mar nascesse aqui
mas é o mar que ao mar torna

(25/12/18; aqui)

lição de mar (8)

nos penedos

trazem o mar no corpo
de tanto terem navegado

enjoam em terra

(25/12/18; aqui)

a apanhar caranguejo

lição no mar (9)

há em mim uma criança
que nunca deixou de sonhar

é ela é sempre ela
que pela mão
me leva para o mar

(26/12/18; aqui)

5as de leitura – encontro com nuno camarneiro


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no âmbito do projecto das 5as. de leitura, a biblioteca municipal da figueira da foz promoveu, em dezembro, dia 06, pelas 21h30 mais um encontro com um escritor nacional.

desta vez, o convidado foi nuno camarneiro, prémio leya 2012, que conversou com os presentes em torno da sua obra, bem como apresentar o seu mais recente livro “O Fogo Será a Tua Casa”.

desse encontro fica o registo essencial