a branco escrevi o teu nome na branca parede da tua ausência assim te esqueço olhando para ti
(torreira; 2018)
para o meu amigo agostinho trabalhito
apanhei rente ao mar três seixos rolados de cores diferentes como diferente é tudo entrechocando-se na mão produzem um som áspero um som de memória perdida encostados ao ouvido nada dizem são simples pedras não búzios também eu trago no corpo o mar o mar que ninguém ouve
(torreira; 2016)
à memória do ti manel trabalhito
(fica sempre uma marca do pescador nas águas onde pescou este brilho é o teu manel é o de todos os que já não)
hoje só me saem das mãos seixos rolados apanhei-os no mar e quero lançá-los à ria ali onde a tua bateira manel ficar assim a olhar os círculos onde o teu rosto boa noite manel