espuma
tanto e tão pouco tudo e quase nada enorme o mar espanto-me com tudo sabendo que sou quase nada
“Poema” (a publicar)
o poema “PASSAGEM DO ANO” faz parte do livro “A ROSA DO POVO”
bom ano

queria falar-te dos dias do tempo cortado às fatias invenção dos filósofos padeiros que pão inteiro era coisa de povo queria falar-te dos anos e outros pedaços maiores do tempo que nem esse para todos igual é falo-te da fome da doença da miséria de como crescem longe e perto escondidos ou mostrados consoante a notícia o exige não o ser homem queria falar-te dos dias quando o ano está a acabar e dizer-te que tudo está diferente e tudo ficou na mesma queria dizer-te que não mudei sou eu o mesmo de sempre desde que comecei a ser quem sou a ter o meu tamanho queria dizer-te que podes contar comigo quando os braços se juntam e é justa a causa queria dizer-te que não estou a teu lado nem calarei a mentira a injustiça o cinismo oiço bem vejo bem sei o que quero bom ano
o poema “CAMINHO DA MANHÔ faz parte do livro “LIVRO SEXTO”
“ESPÓLIO” faz parte do livro “A Luz da Madrugada”, de fernando pinto do amaral
doem-me os braços
tempo de espera este sobreviver para viver sem saber quando tempo para lembrar depois esquecer tempo de não ser o sal está a trabalhar dizem e esperam o tempo de estar feito no talho que me coube vou mexendo os dias com vontade de os rer doem-me os braços por falta de abraços
o poema “NATAL DE 1951″ faz parte do conjunto ” TEMPO DE FIDELIDADE” (1951-1958) inserto no livro “40 ANOS DE SERVIDÃO”