postais da ria (348)
#ficaemcasa

(torreira; cirandar; 2013)
entre o sol e a sombra
germina a semente
nem ela sabe se florirá
memória_25032011

torreira; antónio acabou; 2006
o ti antónio vai lavar o lavar o redenho – chalavar ou enchalavar, noutras praias

torreira; antónio acabou; 2006
os moliceiros têm vela (393)
fica em casa

torreira; regata da ria; 2019
entra em ti
a casa é enorme
abre todas as janelas
o mundo é pequeno
cresce dentro da casa
“sentadas à soleira” de rui miguel fragas
memória_23032011
afinal temos janta

torreira; pedro caldinho; 2006
afinal ainda encontrou duas cavalas e das boas.
a janta está garantida
memória_quando o mar trabalha_22032011
ser barco

barco sr.ª da aparecida; à proa o arrais bolacha;torreira; anos 90
quantos o sonham
caminhar por sobre o mar
descobrir outras liberdades
inventar novos caminhos
como se voasse
pensam
o horizonte por limite
as ondas cócegas nos pés
andar assim sem rumo nem destino
ser barco
partir soltar amarras
cordas prisões grilhetas
convenções
e o regresso ?
há sempre terra no fim do mar
memória_22032011
até ao limpar do último peixe é xávega

torreira; pedro caldinho; 2006
o pedro a limpar o saco
dois poemas de joão habitualmente

no dia mundial da poesia
a memória dos dias_21032011
à memória do arrais zé murta

torreira; 2006
o vazar do saco