afectos datados

no calendário com data marcada afectos assim queria no boletim meteorológico o tempo sou todos os dias a chuva errada o sol perdido vivo sem e com

“Esta catedral de água …” faz parte do livro “SANDÁLIAS DO TEMPO”
de abril a vinte e cinco
de abril a vinte e cinco o cravo barato vulgar povo foi símbolo sem querer sem espinhos foi sonho sem espinhos foi ilusão sem sangue cansados de tanto abril a vinte e cinco foi porta foi janela o poder ser se fosse o cravo cacto espinhoso no extremo a flor a colher tivessem sangrado as mãos fosses tu a colhê-lo não o sonho ofertado fosses tu a colhê-lo fosses
“Hölderlin” é um poema-livro do qual irei fazendo leituras de colagens que me pareçam congruentes
fotos de datas diversas, publicadas nos dias 24 a 28 de abril de 2021


aqui termina esta série de fotos, num ano em que não participei numa manifestação.
termina com a foto de uma criança, que hoje já andará na escola.
é delas o futuro, a nós resta-nos deixar o testemunho e assumir que é responsabilidade nossa o não ser melhor o seu presente.
vejo por aí muita gente a criticar a juventude e apetece-me comentar: mais uma geração de órfãos
o poema “A rua …” é um dos muitos inéditos com que, diariamente, rui mãos de cenoura ilustra as fotos que publica no instagram
da página do facebook de isabel mendes ferreira, em 25 de abril de 2021