sê grato às portas que te abrem e às que te fecham também ser de todos é não ser de ninguém de ti primeiro que todos quiseste ser fizeste-te dizendo não calando disseste presente ao mau tempo sê grato às portas que se fecham e às que te abrem és tu em todas sê grato à diferença como o vento despenteia as ondas
torreira
postais da ria (405)
a memória dos dias 19012011
agostinho trabalhito
do agostinho trabalhito (canhoto) muito haveria que contar, mas fico-me pelos últimos anos.
trabalhou na companha do falecido zé murta e trabalha agora na companha do marco. a corda ao pescoço serve para atar a manga antes do calão e, assim, impedir que alador “coma” e quebre o calão.
pelo caminho lavou pratos num restaurante e dedica-se à pesca à cana (ainda de bambu) para apanhar peixe mais “grosso” que aumente a dispensa da família ou para vender aos restaurantes.
dos muitos irmãos que tem não posso deixar de recordar dois já falecidos: o zé trabalhito e ti antónio trabalhito, ambos homens de mar, ambos homens da torreira
crónicas da xávega (488)
os moliceiros têm vela (471)
postais da ria (403)
postais da ria (402)
crónicas da xávega (487)
os moliceiros têm vela (469)
postais da ria (401)
por que não quero escrever
nada mais resta que uma varanda sobre o tempo uma corda tensa a prender os dias nada mais que uma visão coberta de silêncios e vozes idas nada mais que palavras inventadas onde já não as há caminhos feitos muitos por fazer uma corda esticada sobre os dias procura uma guitarra que certo é o fado













