o agar nos secos do bico esperava. queimado foi por ordem de quem poderes tem
olho ainda o que já não
guardo-o em mim
coisa minha de ter sido
as chamas comeram-lhe
o que o tempo deixara
contarás as imagens
que prémios ganharam
e era ele a personagem central
loucura pensar que por isso
ficaria mais
um bico no bico
de cimento e azulejo
aponta o céu
virado ao mar
virado ao mar
o fim já tinha começado
(ria de aveiro; murtosa; bico)

Logo de principio, peço disculpa dos erros que, de certeza, vou fazer. A Zézé (filha do meu tio Zeferino) dice-me que somos primos. Por isso -não só por isso – quero dar-lhe os parabens por têr feito este trabalho maravilhoso que nos mostra o que era e ainda é.
é verdade, a zé sabe de onde vem a ligação, mas acho que a minha bisavó e a bisavó da zé, eram primas ou irmãs, ela é que sabe. o zeferino era o pai da memória da família.
o meu trabalho é culpa do zeferino e dos que me ensinaram onde estavam as minhas raízes, no mar e na ria. nada mais faço que trazê-las à tona dos dias. obrigação de filho.
bjs priminha