pelas ruas da cidade
os executivos passeiam as pastas
os relógios automáticos
mas ainda há quem continue
a encontrar no sorriso a melhor riqueza

acordam o sol põem a mesa o pão o café o mais se houver levantam-se carregam a enxada limpa da terra de ontem palmilham caminhos sacham cavam regam dobradas as costas ao peso do sol e da idade deitam-se com o sol que com ele se ergueram irmãs de ser hoje mais um dia
(louriçais; eira pedrinha; 2005)
meu nome é boi
nosso nome é junta
puxamos barcos e carros
carregamos peixe e redes
carne e músculos tensos
olhos desmesuradamente grandes
mansos até ao inadmissível
juntos
somos força somos junta
somos bois
sozinhos
no talho no mercado
esquartejados em carne viva
somos vaca
boi é e não é
é sempre o homem que decide
(torreira; séc. XX) – do meu livro “quando o mar trabalha“
A ESTRUTURA DAS “ARTES NOVAS” DA COSTA DE AVEIRO, AO LONGODA 2ª METADE DO SÉC. XVIII: MÃO-DE-OBRA, DIVISÃO DE TRABALHO,FORMAS DE PROPRIEDADE E DIVISÃO DO PRODUTO*Inês AmorimProfessora Auxiliar na Faculdade de Letras da Universidade do Porto,membro do Institutode História Moderna da mesma FaculdadeTrabalho elaborado no âmbito do Projecto PCSH/C/HIS/108/95: Estruturas sócio-económicas eindustrialização no Norte de Portugal (sécs. XIX-XX).Siglas: AA – Alfândega de Aveiro; ADA – Arquivo Distrital de Aveiro; “ADA” – Revista O Arquivo do Distrito deAveiro; AMA – Arquivo Municipal de Aveiro; ANTT – Arquivo Nacional da Torre do Tombo; BAJ – Biblioteca daAjuda de Lisboa; Cx – Caixa; DP – Desembargo do Paço; JC – Junta do Comércio; LR – Livro de Registo; LV -Livro de Vereações; MR – Ministério do Reino; SN – Secção Notarial.ANTROPOLOXÍA MARIÑEIRAActas do Simposio Internacionalin memoriam Xosé Filgueira ValverdePontevedra10-12 de xullo, 1997Presidente de HonraANTONIO FRAGUAS FRAGUASCoordinadorFRANCISCO CALO LOURIDO
http://www.consellodacultura.org/mediateca/publicacions /antropoloxia_mar.htm