“O pensamento operário”, de joão habitualmente


ahcravo_DSC_5594_quase_po_jh

“O pensamento operário”, de joão habitualmente é um poema do livro ” poemas físicos/da frente para a retaguarda na curva interior da estrada”

 

os moliceiros têm vela (400)

os moliceiros têm vela (400)


moliceiro
0 ahcravo_DSCN9245 a bw

regata do bico; 2006

tempo de máscaras
é sempre
trazem nomes as imagens
memórias
pegadas de um tempo
que vou semeando
tempo de todos
os que amam
de verdade
o moliceiro
0 ahcravo_DSCN9245 a

regata do bico; 2006

“Queda de neve acima dos mil e duzentos metros” de sandra costa


ahcravo_DSC_5594_quase_queda_sc

“Queda de neve acima dos mil e duzentos metros” de sandra costa, faz parte do livro “Boletim meteorológico”
 
biografia
 
Sandra Costa nasceu em S. Mamede de Coronado, concelho da Trofa, a 11 de Setembro de 1971. Licenciada em História, Ramo Educacional, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (1994), possui o Mestrado em História Contemporânea (2006), sendo professora de História do Ensino Básico e Secundário desde 1993.
 
obra publicada
 
Tem seis obras de poesia publicadas: Sob a luz do mar. Porto: Campo das Letras, 2002; Nada se sabe das profundezas. Porto: In-libris, 2003; Nenhuma Flor. Oito imagens e o dizer dos lábios. Belgais e In-libris, 2004; A vocação dos homens silenciosos. Maia: Cosmorama, 2006; UNTITLED, volta d’mar, 2017 e Boletim Meteorológico, volta d’mar, 2020.

alguns poemas breves do livro “animal vegetal” de f.s.hil


ahcravo_DSC_5594_quase_fs hill1

do livro “Animal vegetal” editado pela “COMPANHIA DAS ILHAS”

bibliografia (recolhida)

Livro das coisas breves

Fisioterapia

Gesso

Animal Vegetal

 

25 de abril de 2020_5

25 de abril de 2020_5


Canto Moço
 
ahcravo_DSC_7754
 
 
Somos filhos da madrugada
Pelas praias do mar nos vamos
À procura de quem nos traga
Verde oliva de flor no ramo
 
Navegamos de vaga em vaga
Não soubemos de dor nem mágoa
Pelas praias do mar nos vamos
À procura da manhã clara
 
Lá do cimo duma montanha
Acendemos uma fogueira
Para não se apagar a chama
Que dá vida na noite inteira
 
Mensageira pomba chamada
Companheira da madrugada
Quando a noite vier que venha
Lá do cimo duma montanha
Onde o vento cortou amarras
Largaremos pela noite fora
 
Onde há sempre uma boa estrela
Noite e dia ao romper da aurora
Vira a proa minha galera
Que a vitória já não espera
 
Fresca brisa, moira encantada
Vira a proa da minha barca.
Zeca Afonso
ahcravo_DSC_7754 bw