amar o sal
escrevo sorriso
com s de sal
sou feliz aqui

gilda saraiva, presidente da figueirasal – associação de produtores de sal do salgado da figueira da foz
(armazéns de lavos; achegar; 2016)
amar o sal
escrevo sorriso
com s de sal
sou feliz aqui

gilda saraiva, presidente da figueirasal – associação de produtores de sal do salgado da figueira da foz
(armazéns de lavos; achegar; 2016)
hoje, dia 11 de janeiro, coincidência ou não, mas já havia protecção – móvel, mas havia.

prever e planear são duas coisas frequentemente estranhas entre nós.
era de prever que aqueles socalcos eram perigosos, logo deveria ter sido planeada e projectada protecção física impedindo quedas, a incluir na obra.
mas não, agora é preciso levantar pedras, implantar apoios para as protecções, voltar a regularizar calçada …. enfim, o povo paga.
para se ter uma ideia do espaço entre a saída do quiosque e a protecção, agora colocada, veja-se a foto seguinte:

sem comentários.
esperemos agora que a protecção fixa, definitiva, seja colocada.
até agora não se magoou ninguém, nem me parece que, com estas medidas provisórias se venha a magoar.
se foi por publicações no face, se por reclamações em sítios apropriados, nunca o saberemos. o que sabemos é que poucos dias depois da publicação que fiz e divulguei aqui está, coincidência ou não, o que se pretendia: a segurança dos cidadãos.

o quiosque e os socalcos
as obras continuam no cruzamento da joaquim sotto mayor com a rancho das cantarinhas continuam. continuam…..
eu cidadão confesso que não sei como ficará tudo, nem quando vão acabar. não há qualquer informação municipal sobre o quê, o como e até quando – uma placa de obra elucidativa, como mandam as regras.
mas não é isso que me preocupa agora. o que me preocupa são os “socalcos” em frente ao quiosque: uma armadilha para qualquer pessoa, mesmo se atenta. perguntei se ia haver uma estrutura de protecção e a resposta foi não. o que é facto é que já ia uma pessoa caindo e não será novidade que venham a cair e a magoar-se seriamente.
para que fique claro o que digo, fotografei e medi. as medidas dos “socalcos” são as seguintes: altura total – 55 cm, largura média – 16 cm, altura dos socalcos – variável entre 15 e 20 cm.
(nota: um degrau, para o ser, deve ter a largura mínima de 25 cm ….. veja-se: (http://www.civil.uminho.pt/lftc/textos_files/construcoes/cp2/cap.%20i%20-%20escadas.pdf)
as fotografias mostram o que é e como está. não quero publicar fotografias de acidentados, por isso este alerta.
oxalá – e já um vizinho me disse que divulgou no face o que se está a passar, e foi à câmara questionar – tudo seja corrigido antes que o pior aconteça.
PORMENORES DOS “SOCALCOS”


a austeridade na terceira idade
é preciso salvar o país
ouviu
fez as contas à vida
e perguntou-se
quem me salva a mim
mas era tarde para fugir

(morraceira; enfeitar; 2016)
sal do mar
no primeiro dia do ano
seja do mar o sal
tempero dos dias a vir
sol que nos espera
sal do mar sol à mesa

(morraceira; rer; 2017)
é tarde
é tarde
é sempre tarde
depois de

(morraceira; rer; 2016)
de véspera

de véspera
fazer as malas
as despedidas
pôr o bacalhau de molho
de véspera
fazer a preparação
para o exame do dia seguinte
matar o perú
de véspera
a ansiedade porque
tentar dormir para
dizem de mim que cedo chego
de véspera
ninguém morre
ninguém nasce
de véspera
nem estas palavras

(praia de buarcos; 2016)
obrigado fernando

ando como se não soubesse
de outro caminho
o mar ao fundo os livros à mão
é dia de feira de rever amigos
da tertúlia das velharias
do fernando e da suméria onde
nunca fui como a quase tudo
as lombadas alinhadas
por temas e preços
bons os do fernando
patrono dos leitores ávidos
e pouco abonados
as primeiras as segundas
as que lhe calharam em sorte
os amigos agradecem
a atenção que lhes faz sempre
e são amigos todos
os que lhe compram livros
é sábado e eu não sei
se ainda há sábados para mim
todos os dias são domingo
para um reformado
ando como se não soubesse
de outro caminho
o mar ao fundo os livros à mão
comprei um livro
extraordinário
obrigado fernando

(buarcos, feira das velharias)
das crianças
sei da inocência das crianças
por isso não estranhes
que as ame
são minhas irmãs todas

rer
(armazéns de lavos; rer; 2017)
ser
rente ao mar
sempre rente ao mar
a minha gente
sou com eles

(praia da leirosa; 2017)