Julho 17, 2023 by ahcravo os moliceiros têm vela (501) dizer-te tudo em palavras poucas é arte a que não me atrevo em silêncio te beijo te entregas é esse o poema que não consigo escrever (regata do emigrante; cais do bico; murtosa; 2013)
Julho 15, 2023 by ahcravo postais da ria (455) apetece-me o silêncio morar lá dentro só sair para ver o mar (o repouso das bateiras; torreira; 2015)
Julho 14, 2023 by ahcravo postais da ria (454) o teu corpo é ainda a ilha onde aporto sequioso (safar redes solheira; torreira; 2019)
Julho 13, 2023 by ahcravo a beleza do sal (156) não estou aqui nunca estive sequer estarei procura-me onde não estou quem sabe me encontrarás (enfeitar; morraceira; 2016)
Julho 12, 2023 by ahcravo crónicas da xávega (518) escrevo o que sinto não sei se sentirás o que escrevo uma abelha poisou ao lado de uma borboleta (alador e aladores; torreira; 2013)
Julho 11, 2023 by ahcravo crónicas da xávega (517) escondi numa gaveta todas as palavras difíceis escrevo na areia o mar (o porfio; torreira; 2012)
Julho 10, 2023 by ahcravo os moliceiros têm vela (500) quando vieres traz a manhã nas mãos para que o dia nasça onde nunca nasceu (torreira; regata da ria; 2009)
Julho 8, 2023 by ahcravo a beleza do sal (155) em que pensará a mente quando mente sem pensar (rer; morraceira; 2016)
Julho 7, 2023 by ahcravo postais da ria (453) aqueço as mãos ao lume da ternura que invento em cada gesto (ti manel viola -rip- e alfredo viola a safarem redes do saltadoiro; cais da bestida; 2006) nota: esta era a última “bateira labrega murtoseira” da ria de aveiro e a última a praticar a arte do saltadoiro