numa folha de alface escrevi um poema depois com um prazer diferente saboreei-a o que aqui ficou caiu da folha escorregou enquanto a lavava
torreira
postais da ria (388)
os moliceiros têm vela (442)
de abril a vinte e cinco
de abril a vinte e cinco o cravo barato vulgar povo foi símbolo sem querer sem espinhos foi sonho sem espinhos foi ilusão sem sangue cansados de tanto abril a vinte e cinco foi porta foi janela o poder ser se fosse o cravo cacto espinhoso no extremo a flor a colher tivessem sangrado as mãos fosses tu a colhê-lo não o sonho ofertado fosses tu a colhê-lo fosses












