sou tudo o que aqui encontras: vídeo do lançamento


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no dia 3 de setembro de 2015, foi o lançamento do livro “sou tudo o que aqui encontras” no monte branco café, na torreira.

apresentado pelo dr. diamantino moreira de matos e por mim, aqui fica o registo possível, mas integral, do acontecimento.

 

 

regata moliceiros, s.paio 2015 – o vídeo


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8 de setembro é o dia de s. paio, padroeiro da torreira.

durante uma semana, uma das maiores romarias do país decorre na torreira, com a rua principal cheia de tendas as mais variadas, o parque de campismo cheio e tendas de campismo em terrenos cedidos por particulares.

gente, gente, gente…..

no mar as noites são de festa com todos os bares a funcionar em pleno e espectáculos na praia.

na ria, no fim de semana, sábado e domingo, decorrem 3 regatas:

– chinchorros (a remos)

– bateiras à vela

– moliceiros

o passeio da ria e o “cais do guedes” enchem-se de gente vinda de todo o país. a festa dos barcos é a grande festa desta terra de pescadores.

uma câmara de filmar, na bica da proa do “zé rito”, registou toda a regata e, mais do que isso, toda a actividade dentro do moliceiro que, em 2015, a venceu.

tripulação do moliceiro “zé rito” : mestre zé rito, manuel silva vieira e alfredo miranda

é mais uma memória de um tempo e uma homenagem aos homens que ainda têm a paixão da tradição do moliceiro e, por ele, sacrificam tempo de lazer e despendem as suas economias.

AOS MOLICEIROS, HOMENS E BARCOS!!!!!!!!!!!!!!!!!

o bota-abaixo do “marco silva”


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os filhos do arrais marco silva, sérgio e ricardo

no dia 20 de junho de 2015, foi deitado à ria o moliceiro “Marco Silva”.

começado a construir em março pelo arrais marco silva e pelo mestre firmino tavares, com a ajuda dos filhos e amigos, o arrais marco silva voltava a ter um moliceiro.

depois da venda, há uns anos, do “Ricardo e Sérgio”, por não ter condições para a sua manutenção, o arrais voltava à ria com barco novo.

sem quaisquer apoios institucionais, como é costume em nome do défice, mas com muita “paixão” e solidariedade de todos, conseguiu.

deste momento importante da vida de ambos, homens e barco, não consegui registar o instante mais significativo do bota-abaixo: o baptismo e o deslizar pela rampa, tal era a aglomeração de gentes e repórteres e…. não menos importante, os meus parcos 1,65 metros de altura.

o bota-abaixo foi feito na marina de recreio da torreira, propriedade da associação naval da torreira, e o barco deslizou tão bem e reconheceu tão depressa a ria, que o arrais marco teve de nadar para ir ter com ele e assumir o lugar que lhe competia.

depois, o “Marco Silva” levou a bordo a companha de xávega do arrais marco, que esteve presente em todos os momentos do bota-abaixo, e alguns amigos.

de realçar o papel dos filhos sérgio e ricardo em todos os momentos da construção, aproveitando férias e fins de semana. se os barcos do arrais marco silva, têm os nomes dos seus familiares, verdade seja dita que sempre os tem a seu lado quando é preciso.

aqui fica o testemunho da realização de um sonho, do regresso do mestre firmino tavares à arte de construção naval, da força de uma família e da unidade de uma companha.

é esta a ria das solidariedades e dos HOMENS

 

um lanço de xávega


sem quaisquer pretensões fílmicas, apenas documentais, procurei registar os diferentes momentos de um lanço de xávega: largar, arribar e aparelhar.

o registo foi feito na praia da torreira, no dia 30 de agosto de 2015, com a companha do arrais marco silva e no barco de mar de mar “maria de fátima”

procedimentos no mar:

– largar o reçoeiro
– largar o arinque do calão do reçoeiro
– largar a manga do reçoeiro
– largar o saco e a calima ou calime
– largar a manga da mão de barca
– largar o arinque do calão da mão de barca
– largar a mão de barca

no arribar notar o modo como o arrais enrola cala da mão de barca na bica da ré, para segurar o barco enquanto espera a onda, ou as ondas, que o hão-de levar a terra “surfando”.

procedimentos no aparelhar:

– a rede fica entre o paral (antepara) do motor e o primeiro traste (traste da ré)

– a cala do reçoeiro fica por cima da rede

– a cala da mão de barca fica debaixo do paneiro da proa até ao traste da proa

– o saco dá a volta ao barco pela ré e assenta no paneiro da proa

sequência:

– manga da mão de barca
– saco
– manga do reçoeiro
– cala do reçoeiro

em paralelo: cala da mão de barca

cada camarada sabe qual a tarefa que lhe cabe em cada um destes momentos e todos funcionam como uma companha.

 

à conversa com mestre firmino tavares


dos mestres
na precisão do gesto
a mão o instrumento
o mestre

saberes herdados
na escrita dos dias
trabalhados

vai-se o mestre
fica a obra
diziam

já pouca obra
enquanto nenhuma
digo

é este o meu tempo

(torreira; 2015)

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mestre firmino tavares a trabalhar com o formão na construção do moliceiro marco silva

 

ser mestre, não é só o que hoje se diz dos que obtiveram numa universidade esse grau, é coisa muito mais antiga. de saberes de artes e ofícios, de aprendizagens de anos, de carreiras feitas sob a orientação de um “mestre”, até se atingir a qualidade e a perfeição de execução que aos mestres são exigíveis.

não é tradição dos países do sul da europa este tipo de formação e aquisição de saberes e títulos, que remontam à idade média, mas que se continuam a utilizar em muitos países europeus, começando na frança, o país mais a sul. as antigas escolas industriais preenchiam, entre nós, esta função e nelas se formavam operários especializados que recebiam ensinamentos práticos dos “mestres de oficina”.

enfim, toda uma conversa que haveria/haverá que fazer sobre este tema, mas o que agora e aqui importa é ouver “mestre” firmino tavares, último de uma família de mestres construtores navais de pardilhó, e aprender com ele o como foi, o prazer de ter sido e de ensinar a fazer, fazendo.

falar com o mestre são lições de vida que não me canso de receber. espero que depois de ouvir este breve apontamento, sem pretensões, fiquem mais ricos, como eu fiquei

 

 

 

desobedecer à união europeia


“Foi bom desobedecer. É bom desobedecer. Principalmente quando nos querem impor pobreza, austeridade, autoritarismo e humilhação. O debate do livro do Pureza, Desobedecer à União europeia, abre todas as possibilidades de luta e de desobediência que só encontramos no prazer da revolta. Continuamos a dizer: desobedecer é bom.”
antónio luís catarino, editor da “deriva”

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há questões que não são de direita, nem de esquerda, são apenas de bom senso e entendimento.

tudo passa pela sua explicação simples e completa, por alguém a quem elas não são estranhas, porque as estudaram e analisaram com todos os dados que, raramente, são do conhecimento público – nosso.

o livro “Desobedecer à União Europeia” da autoria de josé manuel pureza, apresentado pelo editor, antónio luís catarino, comentado pelo professor doutor jorge bateira, faculdade de economia da universidade de coimbra, e uma síntese pelo autor, permite-nos, depois de uma audição atenta e descomprometida, dos 3 clips que se seguem, entender muito do que anda por aí desentendido.

 

clip 1 – apresentação do editor e primeira parte do comentário

 

 

clip 2 – conclusão do comentário do professor jorge bateira

 

 

clip 3 – síntese do autor

 

 

 

 

 

biografia do língua, em coimbra


no âmbito das comemorações dos 725 anos da universidade de coimbra, decorreu no convento de s. francisco o congresso internacional “língua portuguesa: uma língua de futuro”.

no dia 4 de dezembro, logo após o encerramento do congresso, o ministro da cultura de cabo verde, mário lúcio de sousa, escritor/músico/poeta/criador, apresentou o seu último romance “biografia do língua”, vencedor do prémio literário miguel torga, cidade de coimbra. 2015.

do registo que fiz da apresentação, reproduzo somente a intervenção da editora, maria do rosário pedreira, e do autor que, no meu critério, me pareceram as mais significantes.

toda a esperança do mundo


no dia 20 de novembro de 2015, na fnac em coimbra, foi apresentado livro “TODA A ESPERANÇA DO MUNDO”

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a apresentação foi feita por um representante da editora, pelos drs. fernando nobre e antónio arnaut e por um dos autores, luís pedro nunes.

desses momentos fica o registo com a qualidade possível, reunido em dois vídeos e que, espero, vos façam sentir a valia da obra apresentada.

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vídeo 2