com “quase” de mário de sá-carneiro
estreiam-se as publicações dos “estúdios quase”
poesia
rui spangler nas terças com poesia
paulo condessa nas “Terças com Poesia”

da sessão resolvi, falando com o paulo, fazer dois vídeos, atendendo às tipologias performativas associadas.
clip 1 – mediação de leitura e poesia
clip 2 – os livros de paulo condessa
clip 3 – relatos da rendição (excerto)
clip 4 – mediação e leitura de poesia (conclusão)
ana madureira e beto do bandolim na SAM 2019
aos 20 de março de 2019
luis filipe castro mendes nas 5as de leitura

Luís Filipe Castro Mendes nasceu em 1950 e, ainda muito cedo, entre 1965 e 1967, foi colaborador do jornal Diário de Lisboa-Juvenil. Em 1974, licenciou-se em Direito pela Universidade de Lisboa e desenvolveu, a partir de 1975, uma carreira diplomática, tendo nomeadamente sido Cônsul Geral no Rio de Janeiro e depois Embaixador em Budapeste, Nova Deli, junto da UNESCO e, mais tarde, junto do Conselho da Europa, em Estrasburgo
Sobre o prumo das falésias

durante o lançamento o poeta ouve a sua poesia
no passado dia 8 de dezembro, decorreu na biblioteca municipal da figueira da foz o lançamento do último livro de rui miguel fragas.
“Sobre o prumo das falésias” foi distinguido com menção honrosa pelo júri do Prémio de Poesia Soledade Summavielle, destinado a obras originais e inéditas, com um mínimo de trinta poemas.
para mais informação consultar : https://correiodominho.pt/noticias/fafe-jorge-pereira-vence-premio-de-poesia-soledade-summavielle/108899
do lançamento fica o vídeo possível
postais da ria (205)
o poeta é

seres tu o poema
poesia os teus dias
o poeta é
o mais são palavras
em busca da luz

(torreira; 2017)
joão damasceno na casa da escrita (excertos)
coimbra, 28 de junho de 2016.
há exactamente 6 anos, o poeta joão damasceno partiu e deixou-nos as suas palavras, ou seja, ficou mesmo tendo partido.
deixou-nos um livro por editar ” CARTA DE PROBABILIDADES DE EROSÃO CELESTE”. o lançamento desse livro – composto e impresso pelo irmão rui damasceno, na tipografia da família – realizou-se hoje na casa da escrita, em coimbra.
este vídeo pretende apenas mostrar alguns excertos da homenagem.
a seu tempo publicarei a versão integral.
hoje houve uma geração que se chamou “joão damasceno” .
(a sessão foi aberta pelo curador da casa da escrita, antónio vilhena, e a apresentação do poeta feita por joão rasteiro. paulo archer falou sobre a obra e a vida do amigo joão. a poesia foi dita pelo irmão rui damasceno acompanhado pelo sobrinho pedro damasceno)
crónicas da xávega (154)
dar voz a quem

saco seco, sacudido, para cima da zorra
a fotografia aos fotógrafos
a poesia aos poetas
nada mais vos quero deixar
que a memória das gentes
as palavras do que sinto
sou ou tento ser
tenho a noção
do quão pouco valho
mas não seja por isso
que nada faça
como esta gente carrega
as redes que ao mar se hão-de fazer
também eu dou o que tenho
sabendo que mesmo pouco
falta fará que seja feito
leio vejo escuto
com nada fico
se tenho dou reparto
migalhas sejam
como estas
pão à mesa de quem
não tem voz

a companha são todos
(torreira; companha do marco; 2015)
o poeta joão damasceno na lápis de memórias

retrato do poeta enquanto jovem artista
no dia 21 de março, dia mundial da poesia, a livraria “lápis de memórias”, em coimbra, joão damasceno foi o poeta.
a sua poesia dita pelo irmão rui, acompanhado pelo sobrinho pedro e joão queirós (à viola), lembraram aos amigos o homem e o poeta e, a quem o não conhecia, a força da sua criatividade poética.
desses momentos aqui fica o registo possível e o abraço de um amigo
João Damasceno
Coimbra, 1955-2010.
Licenciado em História pela Universidade de Coimbra, iniciou a sua vida profissional como professor do ensino secundário em Angola. Voltou para Portugal onde deu aulas em várias localidades em todo o país, inclusivé nos Açores. A sua obra foi composta e impressa na tipografia da família, salvo o Retrato do Artista Quando Jovem aos Pés da Rainha Santa Isabel.
Obra publicada:
1983, Corpo Cru, Fenda;
1985, Alma-Fria, Sketches Policiários, Fenda;
1986, Cinco Suicídios, Fenda;
1989, Retrato do Artista Quando Jovem aos Pés da Rainha Santa Isabel, Fenda;
no prelo, Carta de Probabilidades de Erosão Celeste, Tipografia Damasceno.
“Poema de JOÃO DAMASCENO
NOVA CARTA AOS PSIQUIATRAS
Disseram que ia ser confortável, que ia ficar tranquilo
Deram-me os vossos comprimidos:
Quero masturbar-me e não posso
Onde está a minha solidão? Quero a minha solidão
Onde está a minha angústia? Quero a minha angústia
Onde está a minha dor? Quero a minha dor
Deram-me os vossos comprimidos:
Engordei e fiquei lustroso como um gato a quem tivessem cortado os tomates”
in ” Corpo Cru”