ir ao mar com a companha dos leais


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para fazer o registo foram seguidas regras de oiro:
o mar estar manso (vê-se no registo)
ser convidado pelo arrais
adoptar todas as medidas de segurança (colete)
o posicionamento dentro do barco foi junto ao castelo da proa, encostado ao vertente, para ter apoio e maior estabilidade, uma vez que não há condições para montar tripés e a câmara está nas mãos.
o registo só se inicia depois de o barco ganhar o mar, passado o momento de embate na água, que resultaria sempre mal no registo e durante o qual é necessário estar bem firmado no barco.
fiz apenas um pequeno corte no momento de arribar, em que tive de mudar de posição dentro do barco, vindo sentar-me no primeiro traste da proa. assim a duração do registo é a duração de “uma ida ao mar”.
sem locução e sem música de fundo, quem vê o registo coloca-se no lugar de quem registou e …. vai ao mar também.
o lanço, de acordo com a terminologia das companhas do norte, foi do tipo “mão abaixo”, ou seja a mão de barca fica a sul do reçoeiro.
o aparelho da companha dos reais
como todos os aparelhos de xávega, este compõe-se de três peças fundamentais: calas, mangas e saco, dos quais importa caracterizar calas e mangas.
calas
são compostas por 10 a 12 varais – rolos de corda com cerca 200 a 220 metros
mangas
manga do reçoeiro e manga da mão de barca: ambas com cerca de 300 a 400 metros
nota:
os arinques – bóias – são amarrados nos calões – dois – e outros dois, três varais a seguir ao calões.
nas companhas do norte apenas não amarrados dois arinques junto aos calões
aqui fica o registo

 

(praia da leirosa; agosto; 2019)

crónicas da xávega (335)


eu queria
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xávega; marga; costa de lavos; 2019

 
eu queria escrever
hoje
algo sobre o amor
 
eu que tanto amei
hoje
não consigo escrever
porque não
amo
 
hoje
não me basta a memória
de ter sido
apetecia-me ser
 
escrever-te a ti
o que não consigo
escrever hoje
 
porque hoje
hoje
nada sinto
 

rui spangler nas terças com poesia


no dia 4 de fevereiro de 2020, teve lugar mais uma “terças com poesia”, na biblioteca municipal da figueira da foz.
este mês com a presença de rui spangler
do evento ficam dois apontamentos
espero que gostem, como eu gostei

paulo condessa nas “Terças com Poesia”


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“No dia 7 de janeiro, pelas 21h30 e perante entrada gratuita (sujeita à lotação da sala), decorreu a primeira sessão do ano de 2020 de “Terças com Poesia”, desta vez tendo como protagonista o mediador de leitura e escritor Paulo Condessa, na Biblioteca Municipal.
O escritor que assume ter começado o seu percurso profissional com a cabeça e o coração inundados em ciências de comunicação, marketing e publicidade refere que pode agora, através da escrita e da leitura, “cozinhar tudo no mesmo bolo” – a arte, a ciência, a filosofia, a terapia, a religião e a economia – e acredita que “um dia não haverá seres humanos separados, fatia por fatia”.
Foi com base no que aprendeu, pesquisou e experimentou, que veio a criar um sistema artístico e pedagógico assente nos conceitos de imaginação sensível e consciência criativa e fez com que hoje, conte com centenas de workshops administrados a todas as idades e por todo o país, em bibliotecas, escolas e empresas.”

da sessão resolvi, falando com o paulo, fazer dois vídeos, atendendo às tipologias performativas associadas.

o vídeo, excepção feita ao momento escolhido para início, não tem quaisquer cortes, esses deixo-os ao critério de quem vê.
espero que gostem, como eu e todos os que estiveram presentes gostámos
aqui fica o registo

 

clip 1 – mediação de leitura e poesia

 

 

clip 2 – os livros de paulo condessa

 

 

clip 3 – relatos da rendição (excerto)

 

 

clip 4 – mediação e leitura de poesia (conclusão)