se
se te desse uma rosa seria vermelha se te desse um beijo seria de uma flor
amizade
(para o mirco bompignano)
não há mar que nos aparte nem terra que barreira seja caminhei por sobre a ria ao encontro do mar e o inverso que caminho também o era não há mar que nos aparte nem terra que barreira seja o sentir vai e vem por onde caminhar pode sem saber de outro destino que o encontro não há mar que nos aparte nem terra que barreira seja apenas uma palavra percorre estes dias e é amizade
português emigrante

partiram de bolsos vazios e o país no coração sonhavam uma vida melhor uma casa a velhice diversa foram dos primeiros e voltaram e no voltarem foram os últimos filhos e netos semearam que outras raízes criaram mais que uma bandeira são um povo orgulhoso das suas origens é uma honra ter entre eles tantos amigos
sentou-se
gostava muito de se sentar e ficar assim a olhar o mar um livro poisado nos braços os olhos pendurados no horizonte como era imensa a janela incomensurável a casa
(nota: reparem na “ferramenta” de aço inox, utilizada para suportar a manga, a conduzir e impedir que roce na areia. na praia da torreira e na de mira, conhecia a técnica do cruzamento dos bordões/estacadões que se fazia para produzir este efeito. inovação meus caros, na xávega inova-se, é bom que se inove porque é sinal de que continua. será que algum dia, alguém ao ver isto vai dizer que já não é xávega? sei lá?)
Recriação da safra à moda antiga” – foto 20
dilema
quantos és que te não sabes só és muito e tão pouco te sentes a casa fizeste à tua medida pequena e enorme dizes tua não é nunca o foi por entre as paredes a solidão cresce e és tu em tudo habitas o dilema como o sal o tempo escorre