urgente

o mestre zé rito ao leme do moliceiro “Zé Rito”
poesia precisa-se
poetas abundam

o mestre zé rito ao leme do moliceiro “Zé Rito”
(torreira; regata do s. paio; 2018)
urgente

o mestre zé rito ao leme do moliceiro “Zé Rito”
poesia precisa-se
poetas abundam

o mestre zé rito ao leme do moliceiro “Zé Rito”
(torreira; regata do s. paio; 2018)
da vida

o jacinto arruma as redes da solheira
na nascente saberá
o rio do mar?
(torreira; 2018)
da ilusão

um mais um
quantos são?
o total depende
sempre de ti

(torreira; s. paio; 2011)
do sonho

tudo se desgasta
só tu permaneces

(torreira; s. paio; chinchorros; 2013)
da amizade

há quantos anos
foi ontem?
(torreira; safar; 2018)m safa
navegar

navegar
de corpo em corpo
ave na vertigem
de voar sem asas
amanhã será
se for
agora é

(murtosa; regata do bico; 2012)
fecho os olhos

fecho os olhos
para te ver
reinvento o corpo
desde a raiz o percorro
algures os lábios
eu sei
tão longe
(torreira; 2015)
da escrita

o safar das redes da solheira
só escrevendo
me liberto
do que sinto
safar de outras
redes
da arte de viver
hoje não escrevi
(torreira; 2018)
meditação com a ria em fundo

o ti zé rebeço, homem da ria
quem sou fez-se
quem me fez
não sei se o sabe
vou rente ao mar
enterro na areia os pés
equilíbrio precário
porém seguro e firme
crescemos aprendendo
dolorosamente por vezes
o cuidado no colher
da rosa
é evitar os espinhos
se visíveis forem

ti zé rebeço, a ria como casa
(torreira; regata de bateiras à vela; s. paio ; 2013
tão só

durante anos
registou as vozes
do vento
quando morreu
abriram o livro
as folhas voaram
um sopro de vento
tão só

(torreira; regata s. paio; 2018)