postais da ria (158)


o meu amigo raul

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como se houvera um caminho
na ria e ele o soubesse
é em direcção ao mar sabemo-lo

parca paga para tão pouco
mesmo se muito
não sustenta família

é no alto mar
que fazem vida os homens daqui

a ria é cada dia mais
para quem espera partir

ou regressou
acabado o tempo
de partir de novo

o caminho raul
é para a barra

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(torreira)

M. Fátima: o bota-abaixo


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no dia 30 de abril, de 2016, às 10h da manhã, na rampa do porto de abrigo dos pescadores da torreira, todos os que puderam assistiram ao bota-abaixo do M. Fátima.

alguns, como eu, tiveram ainda o prazer de fazer uma pequena viagem na ria, sonhando já com a a primeira ida ao mar.

o M. Fátima ficará na história por 2 razões principais, que outras haverá:

– é primeiro barco de mar a ser construído na torreira
– é o primeiro barco de mar construído pelo arrais e não, como todos os outros, encomendado a um mestre carpinteiro naval
gostava de não o escrever, mas o M. Fátima depois de ser o primeiro em tudo o que atrás disse, pode também, e infelizmente,
ser o último barco de mar a ser construído. quem que a história me venha a contradizer.

por tudo isto estão de parabéns o arrais marco silva, albina amador, jorge carriço, ricardo silva e josé oliveira, cujos nomes ficarão para sempre associados à construção e pintura deste barco.

haja peixe e bons preços, que bons mestres e boa companha aqui temos, para que o M. Fátima trabalhe por muitos anos.

crónicas da xávega (156)


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e vai ao mar

enquanto o novo M. Fátima espera que as burocracias se completem para ir ao mar, aqui fica uma recordação de 2012, do barco agora em descanso.

brava gente esta, a dos homens da xávega. saibam respeitá-los e dar-lhes condições de trabalho.

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momentos de mar

(torreira; companha do marco; 2012)

postais da ria (157)


a magia da ria

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há imagens que nos pregam
ao chão
que nos prendem os olhos

as cores as gentes o céu
o estar ali
deslumbrado com tanto

a ria por vezes é pura magia
como senti no momento em que
não fui capaz de para de disparar
enquanto que pensava

por mais que faça
nunca nada será mais belo
que o estar aqui

assim sintas a ria um dia

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o henrique e o padas safam as redes da solheira, o léo, na bateira do pai assiste

(torreira; o safar das redes)

M. FÁTIMA


no dia 26 de janeiro de 2016, começou a ser construído, na torreira, o barco de mar M. FÁTIMA. participaram na construção o arrais marco silva, albina amador, jorge carriço e ricardo silva. as pinturas de decoração foram obra do pintor josé oliveira.
 
o registo que aqui fica, uma breve entrevista com marco silva e algumas imagens do barco acabado, foi realizado no dia 22 de abril de 2016.
 
de admirar a capacidade de trabalho e a diversidade de artes em que o arrais marco silva intervém: arrais de mar, mestre de redes, mecânico e construtor naval – já lá vão uma bateira mercantel, um moliceiro (no ano passado) e agora um barco de mar.
 
como pode ser visto no registo é o primeiro barco com 2 motores, segurança que marco silva sempre pretendeu ter, bem como as dimensões e características do barco, de que dá nota na breve entrevista que lhe fiz.
 
seja este trabalho, uma homenagem a um amigo e grande homem do mar, da ria e da nossa xávega, chamado MARCO SILVA
 

regata da ria 2015 – paguem o que devem aos moliceiros


os moliceiros têm vela (206)

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o “marco silva” e o ” zé rito”

regata da ria 2015 – paguem aos moliceiros!
quase um ano depois, a regata realizou-se nos dias 27 e 28 de junho, os participantes na regata ainda não receberam os prémios de classificação, tradição e painéis – estamos a falar de um valor global de 2.400 euros a distribuir, uma fortuna!!!!!!!!!!! mas que faz muito falta aos donos dos barcos que concorreram e que, tudo somado, não chega para os gastos.

para participarem na regata, os donos dos moliceiros tiveram de reparar e pintar barcos e painéis – uma despesa média de 1.500 euros por barco.

a organização da regata e pagamento dos prémios foi da responsabilidade da “Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro” e publicitada como atracção principal daquilo a que chamaram “Aveiro Weekend”.

http://www.regiaodeaveiro.pt/pagegen.aspx?wmcm_paginaid=27849&noticiaid=36124&pastanoticiasreqid=33107

(vejam por favor e leiam)

atendendo ao historial dos atrasos dos pagamentos por parte dos organizadores, a câmara municipal da murtosa, pela boca do seu presidente, comprometeu-se a pagar os prémios, caso houvesse atrasos. é facto que o prémio de presença foi pago antes da regata do s. paio, princípios de setembro, quando a regata da ria tinha já sido em final de junho. quem pagou não se sabe.

repito: os prémios de classificação, de painéis e tradição, quase um ano depois, continuam por pagar.

E VIVAM OS MOLICEIROS E O AVEIRO WEEKEND

assim vamos pela ria de aveiro, a tal que se celebra pelos moliceiros mas a quem os responsáveis não pagam.

é tão bom “botar” figura com o dinheiro dos outros.

para 2016 já há programa http://www.cm-ilhavo.pt/frontoffice/pages/2056?event_id=2084

PARTILHEM A BEM DA NOSSA TERRA, DA RIA DE AVEIRO E DOS MOLICEIROS.

(ria de aveiro; regata da ria; 2015)

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quando o “marco silva” começou a ganhar “terreno”, para terminar em primeiro

o “marco silva” e o “zé rito” em recachia. no final acabou por ganhar o “marco silva”

postais da ria (156)


abril vinte e cinco e os cravos

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dos cravos não consta
que espinhos
não os temas por isso

não tos vi hoje na lapela
e admiro-te
na sinceridade de os não
teres posto

aí onde estás lustroso
sorridente
aos cravos o deves

ou será que aí estarias
mesmo sem eles
sem democracia?

nunca se sabe

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(ria de aveiro; torreira)