alice vieira nas “5as de leitura”


«5as de Leitura» abre com encontro com Alice Vieira

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A nova temporada do projecto municipal de promoção e incentivo à leitura «5as de Leitura», abre dia 20 de setembro, pelas 21h30, com a escritora Alice Vieira e a sua editora Cecília Andrade.

Alice Vieira nasceu em 1943, em Lisboa. É licenciada em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras de Lisboa.

Iniciou a sua carreira de jornalista aos 18 anos, no Diário de Lisboa. Trabalhou em vários jornais, entre os quais o Diário de Notícias, a cuja redacção pertenceu até 1990, data em que deixou o jornalismo diário, para ficar como free-lancer, sendo durante muitos anos colaboradora do Jornal de Notícias e da revista Activa.

Actualmente está reformada do jornalismo, mas trabalha no Jornal de Mafra e, desde há 13 anos, na revista juvenil Audácia, dos missionários combonianos.

Em 1979 publicou o seu primeiro romance juvenil — Rosa, Minha Irmã Rosa — que nesse ano ganhou o “Prémio de Literatura do Ano Internacional da Criança”.

Desde então tem publicado regularmente romances juvenis, poesia, teatro, recolhas de histórias tradicionais, livros infantis.

Recebeu o prémio Calouste Gulbenkian em 1983 pelo seu livro “ Este Rei Que Eu Escolhi”; o Grande Prémio Gulbenkian pelo conjunto da obra (1984); o Prix Octogone pela edição francesa de “Os Olhos de Ana Marta”(2000); a “Estrela de Prata do Prémio Peter Pan” pela edição sueca de “Flor de Mel”, e foi várias vezes distinguida com o Prémio Corvo Branco, atribuído pela Biblioteca Internacional da Juventude de Munique.

Fez parte da equipa de escritores dos programas de televisão “Rua Sésamo”, “Jornalinho”, “Hora Viva”, “Arco-Íris”, etc.

Nos últimos anos dedicou-se à literatura para adultos, com três volumes de crónicas (Bica Escaldada, Pezinhos de Coentrada e O Que Se Leva Desta Vida), o romance histórico “Os Profetas”, uma biografia da escritora inglesa Enid Blyton, o livro autobiográfico “Histórias da Avó Alice”, três livros de poemas — Dois Corpos Tombando na Água (Prémio Maria Amália Vaz de Carvalho), O Que Dói às Aves, e Os Armários da Noite — e o livro “Tejo”, juntamente com o fotógrafo brasileiro Neni Glock. Participou ainda, com mais seis autores, em romances coletivos como “Novos Mistérios de Sintra”, “O Código de Avintes”, “Eça Agora”, “13 Gotas ao Deitar” e, mais recentemente, “A Misteriosa Mulher da Ópera”.

Orienta regularmente oficinas de escrita criativa.

Desloca-se quase diariamente a escolas e bibliotecas de todo o país – e também de países onde os seus livros estão traduzidos (Espanha, França, Alemanha, Holanda, Itália, Suécia, Sérvia, etc.).

Participou com o maestro Eurico Carrapatoso no conto musical A Arca do Tesouro (interpretada pela Orquestra Metropolitana de Lisboa); e o compositor Sérgio Azevedo musicou a Charada da Bicharada, recentemente editada em CD.

É membro da direcção da Sociedade Portuguesa de Autores.

(texto elaborado pela biblioteca municipal da figueira da foz)

dessa força da natureza que é alice vieira e da sua presença nas 5as de leitura, aqui fica o registo possível

conversas murtoseiras (4)


nascido na década de 40 do século XX na murtosa, onde viveu, francisco faustino é testemunha de um tempo que urge preservar.

veio ao mundo junto à ria e é descendente de gentes do mar, a sua vida profissional e o exercício pleno e permanente da cidadania, aliados a uma memória invejável e uma capacidade invejável de comunicação, tornam-no uma fonte de saber que não se esgota nas conversas que ficam registadas nos 4 vídeos.

o que destas conversas mais fica é o muito que haverá por saber e registar.

falar com o chico é um prazer e uma lição. isso aprendi

de 4 horas de conversa, ou melhor, de lição, este é o último registo.

reler joaquim namorado em 2018


(da memória)

bom dia dr. joaquim

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joaquim namorado retratado por jaime do couto ferreira

cheguei a coimbra em setembro de 1973 e, não me lembro já porquê, fiz do tropical o meu café. ali se juntava a tertúlia de que joaquim namorado e orlando de carvalho – este por vezes de forma ensurdecedora – eram as figuras centrais.

jovem estudante, amante da leitura, ali passava as manhãs ou tardes livres a ler e, à tarde, a ouvi-los.

é no entanto depois do 25 de abril que começam as minhas conversas, fora da tertúlia, com joaquim namorado. conversas matinais entre um esquerdelho e um comunista ortodoxo.

até ao final da vida do poeta mantive com ele conversas animadas em que muito aprendi, lembro-me de lhe mostrar uns originais para colher a sua opinião, de caneta na mão lá foi riscando, cortando ….. (perdi essas folhas, como tenho perdido muita coisa na vida)

fomos amigos e isso é o mais importante. com a morte de joaquim namorado, para mim, morreu a praça da república e já pouco fui ao tropical.

setembro de 2018

no âmbito da exposição de jaime do couto ferreira e na sequência da edição do seu livro “O Herói no “Neo-realismo mágico” a editora lápis de memórias promoveu na casa da escrita, em coimbra, duas sessões sobre o poeta joaquim namorado.

neste registo reproduz-se a totalidade da sessão de 22 de setembro de 2018, em que antónio pedro pita fez uma “releitura” da obra do poeta e uma “visita guiada” à sua vida.

rui damasceno e josé antónio franco disseram poesia

 

 

relembrar joaquim namorado em 2018


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joaquim namorado visto por jaime do couto ferreira

no âmbito da exposição de jaime do couto ferreira e na sequência da edição do seu livro “O Herói no “Neo-realismo mágico” a editor lápis de memórias promoveu na casa da escrita, em coimbra, duas sessões sobre o poeta joaquim namorado.

neste registo, com a introdução de breves momentos da tertúlia do atrium sólum, a totalidade da sessão de 21 de setembro de 2018

 

conversas murtoseiras


ao fazer os registos das memórias de francisco faustino procurei, como é costume, fixar para memória futura as vivências ligadas à sua larga experiência de vida murtoseira.

a designação “conversas murtoseiras”, atribuída aos registos efectuados, foi sugerida por ele e vão ser objecto de uma série de clips temáticos e de dois clips que retratarão as duas conversas que tivemos e que duraram cerca de 2 horas cada.

o depoimento de vida pessoal que lhe assaquei, e a seguir transcrevo, é mais uma “conversa murtoseira” que mostra a riqueza humana do francisco e me faz sentir feliz por poder contá-lo entre os meus amigos de infância e da vida.

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francisco valentim tavares faustino

nascido na primeira metade do seculo XX, há 76 anos, quis o acaso que tal acontecesse numa família com raízes no mar e na ria.

no mar procuraram modo de vida os seus antepassados arrais tavares, sebolões e faustinos.

neto do arrais chico (francisco faustino) e sobrinho do arrais joão faustino, acarreta essa herança que lhe moldou o espírito.

na ria labutou o seu bisavô materno que foi pescador até partir para o brasil, em finais do séc XIX, onde procurou na pesca no amazonas a sua árvore das patacas.

o local em que viu pela primeira vez a luz do mundo foi o cais do bico, numa casa mesmo em frente do antigo ancoradouro que em 1937 foi substituído pelos actuais cais.

esta proximidade com as águas da ria proporcionaram-lhe um permanente contacto com as gentes que nela procuravam sustento.

na taberna de carlos faustino, seu pai, conviveu com várias gerações de marítimos que nela iniciavam e terminavam a faina da apanha do moliço ou da pesca das mais variadas artes; na taberna compravam os camaradas os necessários géneros alimentares e o vinho para uma semana ou apenas um dia de trabalho. nela adquiriam igualmente os aprestos para o barco: roldanas, pregos, ganchos, podoas com que iam substituindo ou reparando peças deterioradas. relembra ainda que quando, anualmente, o barco necessitava de amanhação (grande operação de conservação) era nas tabernas que adquiriam o breu, a madeira, os pregos zincados, o piche o serrim, o escopeiro e tudo o que era necessário para uma boa reparação do barco.

o contacto com os camaradas (arrais do barco e ajudante) acontecia também aquando do regresso da ria para o descanso do fim de semana. repartidos pelas diversas tabernas do bico, (três nos anos cinquenta), contavam as suas histórias da semana de trabalho que não raro terminava com uma recachia entre barcos, na qual mostravam as suas habilidades de bolinadores. conversa puxava conversa e secava a garganta que era refrescada com umas receitas (vinho com pirolito, na altura engarrafado em garrafa fechada à pressão com gás cítrico por uma bola de vidro que era usada como berlinde pela pequenada).

todo este contacto com os camaradas dos moliceiros e dos berbigoeiros – os pescadores que tinham horários condicionados com a abertura e fecho do mercado de peixe em pardelhas não faziam tanto convívio nas tabernas – foi enriquecendo o seu conhecimento das artes e das gentes. se mais convívio não aconteceu ficou a dever-se à necessidade de fazer os trabalhos de casa e estudar alguma coisa, já que no início dos anos cinquenta os seus pais, na expectativa de preparar ferramentas de trabalho futuro para os filhos, apostaram na formação liceal. a frequência do colégio são joão de brito, dirigido pelo saudoso padre alberto, e o ingresso na escola do magistério primário em viseu levaram a um certo afastamento destes convívios diários.

após um breve período em que leccionou na escola da murtosa, foi incorporado no serviço militar, tendo cumprido uma comissão de serviço no niassa, como oficial miliciano, comandando tropas de guarnição normal.

regressado de moçambique reiniciou a actividade como docente. cedo deu conta que a passagem por áfrica lhe roubara a calma necessária para desempenhar a profissão, pelo que resolveu pedir exoneração da função pública e iniciar uma carreira de bancário.

é de referir que também fez parte da comissão administrativa da câmara municipal da murtosa,  nomeada após a revolução de 74 até às primeiras eleições livres em 1976.

após a aposentação fez uma incursão na vida política tendo concorrido à vereação da câmara municipal da murtosa. eleito, desempenhou funções de vice presidente por cerca de quatro anos. ainda na área autárquica assessorou, nos últimos anos do século XX, o presidente da câmara de estarreja, dr. vladimiro silva.

destas experiências políticas guarda bons e maus momentos.

para além desta participação na vida pública, a sua actividade cívica desenvolveu-se igualmente nas colectividades do concelho tendo, para além do apoio nas mais variadas ocasiões, sido director nas mais antigas. em devido tempo assumiu a presidência do marítimo, do CRM (clube de pardelhas), do ACDM e da rádio saldida fm. actualmente é presidente da assembleia geral do CRM e da rádio saldida.

na rádio saldida criou e apresentou um programa semanal com o título “roteiros culturais”, no qual se davam a conhecer os vários aspectos da cultura murtoseira, com especial destaque para o seu ex-libris, o barco moliceiro, para a casa murtoseira (casa de alpendre) e para o seu artesanato e artesãos.

no ACDM para além de director assumiu por algumas épocas a condição de treinador de andebol.

no deambular pelas quatro últimas décadas do século XX viu as grandes alterações que aconteceram na ria, principalmente na arte do moliço: primeiro a dureza do trabalho e a intransigência das autoridades fiscalizadoras e reguladoras da actividade na ria; depois a sedução das américas e por último as novas formas de adubação dos terrenos foram condenando a arte.

os camaradas fugiram para outras paragens e sem mãos de trabalho os barcos deixaram as velas em baixo, as amanhações ficaram por fazer e pelas margens ou no fundo da ria os moliceiros foram morrendo. de 1008 moliceiros registados em 1935, 164 em 1969 e uma dúzia em 1987, se não contarmos com os moliceiros e pseudo moliceiros que na cidade de aveiro transportam os turistas pelos canais, hoje contam-se apenas os que fazem as três grandes regatas da ria, murtosa-aveiro, regata da semana do emigrante no bico e regata das festas do são paio, uma dúzia de barcos.

para francisco faustino o mar e a ria foram sempre uma grande atracção. o ingresso no colégio proporcionou-lhe a inscrição no centro de vela que a mocidade portuguesa tinha na torreira. aí aprendeu a arte de velejar, tendo participado em numerosas regatas tripulando lusitos, sharpies de 9 e 12 metros, snipes e vauriens entre outros barcos de aprendizagem e de competição.

nos anos oitenta, quando os barcos começaram a ser abandonados pela falta camaradas, promoveu a recuperação de um moliceiro afundado no cabo de sobeira, propriedade de seu pai. sujeito a uma grande amanhação num estaleiro de pardilhó, foi nele que com amigos vogou nas águas da ria em fins de semana ou em tempo de férias. nele, atracado numa borda, se fizeram muitas caldeiradas à antiga. nele teve o prazer de bolinar, de sentir a sua genica, um tanto diferente da dos barcos de competição. uma picardia entre o abílio “carteirista”, na altura era o arrais oficial do barco, e outros arrais que se dedicavam ao transporte de junco para os cais, resultou num acto de vandalismo sobre o barco que viu o fundo todo perfurado com vara ou estaca afiada. na iminência de novos vandalismos ou da indisponibilidade do arrais de manter o trato do barco abandonou o gosto de ter um moliceiro. a sua manutenção ficava muito cara para quem não tinha qualquer receita. a cova do galinha, no chegado foi o seu cemitério. o prazer de desfrutar um moliceiro é igual à pena por abandonar o projecto.

se a sua relação com a ria foi forte, com o mar não o foi menos.

nos tempos ainda de estudante em que não havia ponte da varela, a rapaziada em férias reunia-se na praça de pardelhas para partir em caravana de bicicletas para a bestida a fim de apanhar a lancha das duas horas. travessia feita, pé em terra na rampa junto ao guedes, a maioria rumava ao monte branco, praia da moda e fina. salvo umas poucas excepções francisco rumava sempre ao mar, já que ir à praia sem tomar banho ou nadar no mar não era para ele ir à praia.

no mar podia apreciar a faina dos homens, cerca de quarenta nos barcos de quatro remos, dos moços que transportavam os rolos de cordas pendurados num bordão, da ida e vinda das juntas de bois, das ordens dos arrais, da saída da rede e da sua abertura promovida pelo arrais de mar, da recolha do peixe acomodado em cabazes, da separação do peixe de renda, o mais valioso, do leilão feito no areal, do transporte dos cabazes em carros de largas rodas de madeira puxados por bois até ao cimo do fato da carneira, onde os comerciantes tinham as suas viaturas, ou até à ria onde se encontravam os armazéns de salga.

toda esta lida o provocava, mas a saída do barco para largar a rede era o que mais o atraía. no tempo em que o tio joão faustino foi arrais na torreira de pouco lhe valia pedir para ir ao mar, pelo que por algumas vezes se escondia no barco para poder sair para o mar. o prazer suplantava o risco.

recorda uma vez em que o mar picado foi-se tornando cada vez mais perigoso com o avançar do barco. viu então como os pescadores o temiam. choravam e rezavam. um deles, menos afoito, virou-se para francisco e disse que se estivesse no seu lugar estaria não no barco mas ao abrigo da capela do s. paio. quando recorda esta cena vê que nesse tempo encarava o mar com leviandade. nessa altura terá começado a respeitar o mar e a temê-lo quando e quanto necessário.”

o primeiro clip de vídeo

as pérolas-primas do primo ou as ppp’s do “Concelho da Murtosa”


( para melhor entendimento do texto primeiro ver o vídeo da apresentação do livro na torreira e depois ler a “notícia” digitalizada )

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in “Concellho da Murtosa” de 31 da agosto de 2018

………………….

as pérolas-primas do primo ou as ppp’s do “Concelho da Murtosa”

quando me disseram estranhei, quando contei estranharam também mas, quando li, entendi.

tinha sido notícia no “Diário de Aveiro” e no “Notícias de Aveiro”, tinha de ser também no jornal da terra e pronto, havia que escrever algo, mesmo não conhecendo o livro, mesmo não tendo estado na sessão de lançamento – o artigo não é assinado, logo é da responsabilidade ou autoria do editor. havia, no entanto, o vídeo e, deduzo, foi a partir daí que a “notícia” foi escrita.

agora vamos a ela.

comecemos pela foto, é a cores e retrata uma cena da recriação da xávega em 2013, na torreira – a foto não é minha, o livro é a preto e branco e o seu conteúdo muito anterior.

“A memória de um povo faz-se pela cara das gentes” – sublinhado meu –, assim se intitula a “notícia”, deve de ter sido escrito depois de uma ida ao festival do bacalhau em ílhavo.

o título do meu livro é em minúsculas – todo o livro é em minúsculas, toda minha escrita é em minúsculas – e mal começa uma notícia quando a primeira letra é um erro, nesta porém a seguir há de tudo – erros de português, erros de impressão, falhas de revisão, citações mal feitas, corte e cola sem critério. apetece dizer que se alguém quiser aprender “como não fazer” pode começar por aqui.

alguns exemplos: “valeu apena”, em vez de “valeu a pena”, “meio bisavô” em vez de “meu bisavô”, “domingos josé cravo (gorim)” passa a “Domingos José Cravo”. se me citam usem, pelo menos, o meu modo de escrever. os textos entre aspas na “notícia”, citações do livro, não sabem o que é o respeito.

quanto aos delírios que vão surgindo, talvez por problemas de audição, organização interna ou o velho “tenho de despachar isto”, desafiam a criatividade de alguns dos melhores humoristas do nosso país. apesar de anexar a “notícia” na íntegra, não quero deixar de reproduzir alguns nacos que mais me fizeram rir e que resultam de colagens feitas pelo autor da “notícia”:

“ … as fotos de 1972, nunca saíram da Murtosa, foram todas feitas aqui, vieram da Murtosa.”

“ … fui somando memórias e fui e consegui a minha maior realização….”

“ … é o que eu deixo à Torreira, foi feito em França, fiz questão que isto ficasse bem, em França…”

enfim…. há mais mas eu gosto muito destes.

há, porém, o início de um parágrafo em que perco a vontade de rir porque, e agora cito o autor da “notícia”, se pode ler “ Um livro a três tempos, só tem piada se as fotos forem vistas com as palavras ao lado…”. poupem-me, há piada no livro? só para alguém que quer gozar comigo ou com aqueles que fotografei ou com os familiares dos retratados falecidos – mais de 40.

penso que o “Concelho da Murtosa” terá um revisor de textos. será que estava de férias? será que não quis rever este? ou será que reviu mesmo e quis deixar assim? qualquer das hipóteses não o deixa ficar bem.

peço a todos que leiam, ou releiam, o artigo que reproduzo. aos que estiveram presentes na sessão de lançamento na torreira que comparem com o que ouviram e aos que compraram o livro, e já foram muitos, que vejam se esta “notícia” tem alguma coisa a ver com o livro que compraram.

“quando o mar trabalha” – lançamento na praia da tocha


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retratado pelo amigo camilo rego

porque as palavras ditas estão no vídeo,  ficam aqui as palavras escritas – enviadas por email –  por uma amiga de lisboa a dizer do livro.

“Bom dia, António…

São quase 3 da manhã, começo agora mas não sei quando concluirei. É tanto o que despertou em mim a tua leitura, tenho dificuldade em começar.

Peguei no livro que recebi, o toque da campaínha, a minha mãe a perguntar do alto dos cento e tal degraus ” o que traz hoje ?”,  através dos anos, trouxe-me a memória da peixeira, não no areal, mas numa rua de Lisboa.

Fazes a homenagem às rugas, aos sonhos desfeitos na espuma do tempo, à esperança no amanhã, ao continuar até…, remendas as redes da vida dura, entre sal, areia, gaivotas, MUITO MAR e algum amor.

O carapau, a sardinha sofrem quando o saco é aberto, para gozo dos veraneantes, que confundem o trabalho, morte, com uma festa.

Assisti no ano passado na Costa da Caparica e tentei mostrar aos meus netos a singularidade do morrer para viver.

Estão ali os que partiram, mas permanecem em ti e os que sobrevivendo se mantêm.

Estão afinal todos, contigo nas letras e no teu olhar.

Mas… Aquelas belas fotografias a que me habituaste no Facebook, ficam apagadas pela qualidade da edição.”

 o vídeo da apresentação

a assistência retratada pelo amigo paulo delgado

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com pedro lindim, presidente da associação de moradores da praia da tocha, retratados por camilo rego

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não posso deixar de referir os momentos que mais me emocionaram durante a apresentação:

  • uma família que já tinha estado na torreira, no lançamento, e voltou à tocha para ouvir de novo o livro contado, amigos assim há poucos
  • os meus vizinhos da figueira da foz que se deslocaram à tocha
  • um amigo que ficou para o fim e me disse: quero o seu livro, está aqui o dinheiro que ganhei hoje a vender raspadinhas na praia. por favor escreva na dedicatória o seu número de telefone para o poder contactar

todos os presentes foram muito participativos e a todos agradeço o terem estado e aguentado a descarga emocional que a leitura do livro sempre produz. bem hajam

obrigado associação de moradores da praia da tocha, junta de freguesia da tocha e câmara municipal de cantanhede

obrigado tânia

para ti PAULO DELGADO já não há palavras, foram todas dentro do abraço.

“quando o mar trabalha” – tempo de prestar contas


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o meu arrais, joão da calada, nos anos 90, meu mestre e grande amigo

é tempo de falar da companha que me ajudou a trazer à praia este trabalho, dizendo os seus nomes.

na escolha dos textos: maria josé barbosa e antero urbano

no trabalhar e seleccionar das imagens: jorge bacelar

na definição do formato do livro e acompanhamento da sua elaboração: helena mouro

na edição e em tudo: jorge pinto guedes (o meu editor e um grande amigo)

no lançamento na torreira, o pessoal de terra:

manuel arcêncio, director do agrupamento de escolas da murtosa, que entendeu desde sempre o meu trabalho e nesta fase final cedeu o espaço e toda a logística.

maria josé ferreira e arlindo silva, que trataram da parte mais delicada do lançamento: entregar os livros, receber os euros e prestar contas.

a todos eles o meu obrigado e um abraço comigo dentro.

bem hajam.

o filme ficou assim

 

rui miguel fragas no dia do autor português, 2018


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Rui Miguel Fragas, pseudónimo de António Rui Féteira, nasceu em São Miguel de Poiares (Coimbra).

Licenciou-se em filosofia na Universidade de Coimbra.

É professor na escola secundária Dr. Bernardino Machado, na Figueira da Foz. Actor fundador do “Pateo das Galinhas” – grupo de teatro experimental da Figueira da Foz. Publicou alguns poemas e contos nas revistas Alma Azul, Aeroplano e InComunidade.

Tem 4 livros de poesia publicados: “O Nome das árvores” (Poética Edições, 2014), “Não sei se o vento” (Poética Edições, 2015) “O rumor das máquinas” (UA Editora,Universidade de Aveiro, IV Prémio Literário Aldónio Gomes, 2015) e “No Húmus”, em 2017 é o primeiro em edição de autor . Participou na antologia de poesia “As Vozes de Isaque, Derivações Poéticas a partir da obra O Último Poeta” (Poética Edições, 2016). Em 2017 venceu a VII edição do Concurso de Poesia na Biblioteca (Condeixa-a-Nova) e publicou uma antologia de contos: “A última rodada” (Poética Edições, 2017).

No dia dia 22 de Maio de 2018, fez várias sessões de apresentação de autor, de que fica o registo da realizada na escola secundária Dr. Bernardino Machado, na Figueira da Foz: